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Flash Foto e Vídeo Pirajuí/Divulgação |
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Prefeita de Pirajuí, Juliana Nagano, durante reunião para debater as dívidas da Santa Casa |
A Santa Casa de Misericórdia de Pirajuí (58 quilômetros de Bauru) vive um drama financeiro e requer ajuda do poder público e da população para não fechar as portas. Isso porque as dívidas com fornecedores ultrapassam R$ 100 mil, além de contabilizar um déficit mensal de R$ 23 mil. Se a situação não for resolvida, a unidade hospitalar ficará inadimplente e perde ao menos dois benefícios que está prestes a conquistar.
Há menos de dois meses como provedor da entidade, Gilmar Sagato Martins se reuniu na quarta-feira (8) com líderes do governo local e de três cidades da região que mantêm convênio para repasse de verbas ao pronto-socorro da Santa Casa, além de representantes de instituições filantrópicas na cidade.
“Na reunião, eu expus a situação financeira difícil que enfrentamos no momento e pedi recursos para que não fiquemos inadimplentes. Se continuar assim, a Santa Casa fecha”, lamentou Martins. A preocupação dele é não conseguir emplacar projetos estaduais para que haja equilíbrio financeiro necessário à melhoria do atendimento aos pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS).
Um deles é o Programa Pró-Santa Casa, do governo do Estado, que libera recursos extras a serem utilizados em custeio do hospital: na compra de medicamentos e alimentação e insumos em geral; na manutenção de equipamentos; bem como no pagamento de serviços médicos.
Outro benefício que, conforme relatou Martins a unidade está prestes a receber, é o credenciamento junto ao Departamento Regional de Saúde de Bauru (DRS-6), para autorizar a utilização de 15 leitos de longa permanência e mais quatro de desintoxicação, o que irá proporcionar ganhos de mais de R$ 60 mil por ano para a entidade. “Vou conseguir contratar mais médicos responsáveis pelas internações. Hoje temos somente um”.
Convênio
O pronto-socorro da Santa Casa de Misericórdia da cidade conta com verbas mensais de mais três municípios que usufruem do atendimento, através de um convênio. A Prefeitura de Pirajuí repassa R$ 150 mil; a de Reginópolis R$ 15 mil; e as de Balbinos e Presidente Alves, R$ 10 mil cada.
Mesmo não sendo responsáveis pela entidade, Martins pediu ajuda aos prefeitos para quitar a dívida de R$ 110,00 com fornecedores: R$ 50 mil para o Executivo de Pirajuí e R$ 20 mil para as demais prefeituras. “Garantiram que vão ajudar”, comemorou Martins.
Ajuda
A prefeita de Pirajuí, Juliana Nagano (PR), confirmou na quinta-feira (9) que pretende colaborar com a Santa Casa de Misericórdia de Pirajuí. “Me dispus a ajudar na medida do possível, de acordo com o orçamento municipal. Na reunião, havia seis vereadores e todos se comprometeram a aprovar o projeto de lei para o repasse”, disse. O prefeito de Balbinos, José Márcio Rigotto (PMDB), também garantiu o auxílio. “Com certeza irei colaborar no que for preciso”, bancou.
Já o chefe do Executivo em Presidente Alves, Valdeir dos Santos (PMDB), fará uma avaliação antes de elaborar o projeto. “O município tem dívidas da outra administração de quase R$ 6 milhões. Vamos ver se teremos condições”, ponderou. O vice-prefeito de Reginópolis, Ovídeo Lazari Junior, disse que irá encaminhar o assunto ao prefeito Marco Antônio Martins Bastos (PSDB), assim que ele retornar de licença médica, em 15 dias. “Me comprometi a dar um retorno para o provedor da Santa Casa”.
Para quitar o déficit, provedor pede ajuda à população para receber doação
Além da dívida com fornecedores, a Santa Casa de Misericórdia de Pirajuí contabilizou um déficit mensal de R$ 23 mil. Para solucionar o impasse, o provedor da entidade, Gilmar Sagato Martins, iniciará uma campanha na cidade e pede a colaboração da população.
Junto com as instituições filantrópicas, ele pretende mobilizar 300 moradores, que se prontifiquem a doar R$ 100,00 por mês, no período de um ano. Martins explica que o interessado assina uma declaração autorizando o Serviço Autônimo de Água e Esgoto (Saae) a descontar o valor na conta de água.
A autarquia, por sua vez, repassa o dinheiro diretamente para a Santa Casa. “Caso a população ache o valor alto, pretendo colocar em prática a segunda opção, que é solicitar R$ 50,00 e aumentar o número de contribuintes”, acrescentou Martins.
Serviço
Quem puder doar qualquer quantia em dinheiro para ajudar a Santa Casa basta fazer o depósito no Banco do Brasil, AG. 6586-2, C/C 203-8. O CNPJ da entidade é 54.731.377/0001-40.