08 de julho de 2026
Geral

Semma estuda mudar para o Horto Florestal

Cinthia Milanez
| Tempo de leitura: 3 min

Malavolta Jr.

O Horto Florestal é uma das poucas áreas verdes da cidade

A Secretaria Municipal do Meio Ambiente (Semma) pretende mudar a própria sede para o Horto Florestal, localizado na altura da quadra 38 da Rodrigues Alves, na região do Jardim Redentor, em Bauru. Todavia, o projeto só sairá do papel se o Estado, que é responsável pelo local, aceitar a proposta de cogestão apresentada recentemente pelo município, conforme noticiado pelo JC.


No projeto, a titular da Semma, Lázara Gomes Gazzetta, explica que o Estado ficaria com o prédio da administração por conta das unidades de conservação, que estão sob responsabilidade do governo. Já  a secretaria utilizaria as instalações como sede da própria pasta e faria a manutenção da parte da frente do local, onde existe a área de lazer. Lázara pontua que a mudança não trará custos aos cofres públicos.


“Não tem como ter gasto, uma vez que as estruturas já estão prontas. Nós sabemos da situação econômica delicada do município, mas essa cogestão não iria encarecer, porque o valor destinado à manutenção da sede da própria pasta, que estaria instalada por lá, seria revertido para garantir a conservação da área de lazer do Horto Florestal”, justifica.


Lázara acrescenta ainda que outro benefício da mudança da Semma é que a pasta liberaria a área que ocupa atualmente e a prefeitura poderia utilizar o espaço para outra secretaria, deixando de pagar aluguel de outro prédio. “Além disso, todos os órgãos ambientais da cidade, como a Polícia Ambiental e a Cetesb, ficariam centralizados em uma única região”, pondera.


Fechado


Desde o fim do ano passado, a área de lazer do Horto Florestal enfrenta problemas com a empresa contratada para fazer a vigilância do local e chegou a fechar nos últimos feriados de Natal, Ano Novo e Páscoa. O funcionário público Orlando André Martins Gasparini, 28 anos, caminha no Horto há 17 anos e, no fim do ano passado, se deparou com as portas fechadas. “Foi frustrante”, desabafa.


O rapaz conta ainda que o acesso interno do Horto Florestal, onde há uma trilha de cerca de 3 quilômetros, fica fechado aos feriados e finais de semana. “Nessa trilha, além dos atletas, havia muitas pessoas caminhando, de todas as idades, fotografando os pássaros e conhecendo mais da flora nativa. Lamentavelmente, colocaram um alambrado e um portão com cadeado que impede o acesso ao local”, narra.


Questionada sobre a questão, a assessoria de imprensa da Secretaria do Meio Ambiente do Estado informa que a trilha realmente fecha aos feriados e fins de semana, mas ressalta que a área de lazer só não abriu nos feriados de Natal, Ano Novo e Páscoa para garantir a segurança do local e dos usuários. Desde o fim do ano passado, houve uma quebra de contrato por parte da empresa de vigilância contratada, mas a pasta já providencia a contratação de outra.


Segurança


Lázara Gomes Gazzetta, titular da Semma, ressalta que, caso o Estado aceite a proposta de cogestão junto ao município, pretende remanejar os guarda-parque do Jardim Botânico para que a área de lazer do Horto Florestal possa funcionar também aos feriados. “Não é uma parte tão grande, acredito que um único profissional daria conta. No entanto, é difícil definir alguma coisa, porque dependemos da posição do Estado”, reforça.


Em nota, a Secretaria do Meio Ambiente de São Paulo afirma que aguarda uma comunicação oficial das instâncias superiores para tratar da proposta de cogestão. O órgão diz ainda que, ao longo de 86 anos, a área foi reflorestada com coleções de árvores de vários países e adianta que é favorável à adequação do local para atender as necessidades da população.