11 de julho de 2026
Geral

Robótica: 8 alunos do Sesi/Fênix em torneio na África do Sul

Thiago Vendrami
| Tempo de leitura: 3 min

Fotos: Éder Azevedo

Grupo é formado pelos alunos Beatriz Diman Lazari, Ana Carolina de Souza Sartti, Alexandre Corrêa Figueiredo, Natan Gonçalves Pinto, Alexia Corrêa Figueiredo, Rafaela Rodrigues de Ângelo, Helena Corrêa Figueiredo e Yslamaira Milaré Perin

Professor Paulo Roberto  Fernandes, técnico da equipe: expectativa é chegar entre os dez

Oito alunos do colégio Sesi/Fênix de Bauru formam uma das equipes que representarão o Brasil na etapa internacional da temporada 2014/2015 do desafio Fisrt Lego League (FLL) World Class, em Johannesburgo, África do Sul, entre os dias 7 e 9 de maio. Por meio do uso da robótica, será apresentado o HAAS, uma metodologia educacional que facilita o processo de aprendizagem de alunos com dificuldades.


O desafio desta temporada consiste na elaboração de projetos inovadores relacionados à aprendizagem no futuro. Três quesitos serão avaliados na competição: projeto de pesquisa, robô e trabalho em equipe.


Segundo o técnico do time e professor de ciência e tecnologia, Paulo Roberto Fernandes, a equipe identificou uma situação na própria escola. “A comunicação entre emissor (professor) e receptor (aluno) com laudos de inclusão se mostrou falha e, a partir daí, foi elaborado o projeto”, relata.


Fernandes define o HAAS como uma sequência didática que aborda assuntos sociais e acadêmicos por meio de figuras e textos curtos para que desenvolvam, nos alunos, habilidades e competências.


O desenvolvimento do projeto partiu da observação feita pela equipe em alunos com deficiência de aprendizagem. “Constatamos que, no universo de 700 alunos, temos 49 com laudo de inclusão, ou seja, pelo menos um por sala de aula. O mais comum é o Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade  (TDAH)”.


Uma das exigências do torneio é que o projeto seja inovador. Para tanto, a equipe precisou pesquisar se havia algo parecido.


MISSÕES EM ARENA


Além de apresentar o projeto, a equipe deve enfrentar 17 missões relacionadas à educação em uma arena ao comando de um robô criado e programado pelos próprios alunos. As missões devem ser concluídas em um tempo máximo de 2 minutos e 30 segundos.


O trabalho em equipe deve ser notado em cada etapa, desde a pesquisa até a programação. Cada um dos oito participantes possui sua respectiva responsabilidade no time.


A competição


A First Lego League (FLL) é um programa sem fins lucrativos realizado em mais de 80 países.


O grupo Lego é parceiro da Fundação First (For Inspiration and Recognition of Science and Technology), que, em uma tradução livre, significa “Para Inspiração e Reconhecimento da Ciência e Tecnologia”.


Top 10


A expectativa, de acordo com técnico da equipe, professor Paulo Roberto Fernandes, é de terminar o torneio entre as dez melhores do mundo.


Como bagagem internacional, a equipe conta com a participação do Open European Championship, em Pamplona, Espanha, em 2014, onde conquistou o segundo lugar na categoria Apresentação de Pesquisa. Outras cinco equipes brasileiras participaram do evento neste ano.


Aprendendo a fazer


Dentro das escolas Sesi, existe um projeto de ciência e tecnologia, onde, dentre tantos ensinamentos, constam a mecânica e a programação, instigando os alunos a “aprender como funcionam as mais diversas coisas”.

Durante as aulas, todos são observados. Os que se destacarem são selecionados para participar da FLL. A mentora do grupo é a coordenadora pedagógica Izabel de Souza Sartti.