08 de julho de 2026
Tribuna do Leitor

Coragem, mestres!


| Tempo de leitura: 3 min

Escrevo para testemunhar minha indignação, pois sofro com a situação de nossos professores. Tenho (3) filhos, todos estudaram em escola pública. Duas filhas minhas se formaram. Conseguiram passar em faculdades como Unesp e UEL, em primeiro de segundo lugares.

Fizeram desde a 1ª série ao colegial e entraram para faculdade. Professores brilhantes lhes fizeram chegar onde elas chegaram. Uma é professora de história, a outra fez enfermagem na UEL, de Londrina. Meu filho também tirou o colegial lá nesta escola. Nome dela: Stella Machado, de Bauru. Hoje, ele está se preparando para curso de Oficiais.

O mundo precisa reconhecer o valor dos professores, a começar pelos educadores, nenhum país é reconhecido e respeitado se a classe dos professores for desrespeitada. Onde o salário é defasado e os alunos se amontoam. As classes com muitos alunos e ficam apenas o barulho e o desrespeito.

O professor não consegue o silêncio e o cansaço toma conta desses mestres, que já em casa preparam aulas; corrigem provas; preparam provas, enfim. A jornada deles é muito intensa. Muitos com depressão e a insatisfação deles é justificada. Estamos em um país onde a corrupção toma conta e ninguém vai preso. Se preso, logo sai, e não se dá a quem é honesto a voz, é muito triste.

Que futuro terá essa geração que já está aí e a que virá? Gostaria de ver um futuro mais justo. Onde a educação realmente fosse a chave para formar professores, médicos, engenheiros...

Mas se não se respeita nossos professores, que dão o começo para esses jovens chegarem a conhecer, uma universidade; e quando se tem a chance de estudar, vê-se alguns alunos de faculdade em barzinhos; em festinhas, é tudo muito triste mesmo. E então os professores pagam para trabalhar. Por quê?

Quem quer respeitar o mestre? Todos precisam passar pela sala de aula. Que ficarão analfabetos, escrevendo errado ou muitas vezes sem condições de assistir a uma aula em uma sala decente com um professor tendo que ensinar sem ser reconhecido; sendo desrespeitado e vivendo o drama da educação, que não dá valor à sua classe.

Pense: que futuro vocês querem para seus netos. Daqui a alguns anos, quem vai querer ser professor? Você, seu filho; seu neto? Duvido, e a nação será de ignorantes; sem cultura, sem educação, sem professores. Que pena! Porque no Japão a única pessoa a quem o Imperador se curva é para um professor.

Maristela do Nascimento Garcia

PREOCUPAÇÃO COM

ÁGUA E ENERGIA ELÉTRICA

É notório, esta depende daquela para gerar suas potentes turbinas com mais de 150 toneladas na produção de energia elétrica. Trabalhamos nas obras do complexo do Urubupungá, na função de auxiliar de assistência social nos seus ambulatórios médicos, cuja função precípua era dar assistência aos trabalhadores e suas famílias naquele complexo. Os governos da época sentiram o crescimento da população, do parque industrial no país, a necessidade do desenvolvimento sócioeconômico da região, a partir de 1953, sequencialmente aos anos vindouros, culminando com os projetos iniciais de 1962 e 1973, para a construção das usinas de Jupiá e Ilha Solteira, nas bacias Tietê e Paraná.
Dando continuidade às de Nova Avanhandava, Promissão, Barra Bonita, Porto Primavera, Águas Vermelhas e por fim a de Itaipú, na Foz do Rio Iguaçú. Esta só superadas pelas usinas de Kransnoyarsk, na Rússia. Com relação à crise de águas, especialistas em hidrografia e climatologia atribuem ao desmatamento desordenado ocorrido para a formação de novas lavouras e cidades.

Ouvimos conversas de opinião pública para que se canalizassem águas da bacia Amazônica. Para o sul, melhoraria bem. Comparando: como já temos várias canalizações, tais como gasoduto da Bolívia, de Cubatão e Paulínia, mais um canal entre os rios Tietê e São José dos Dourados, no município de Ilha Solteira, aquela opinião nos parece salutar.
Investe-se em obras faraônicas; aquelas seriam prioritárias. Falou-se que a Bacia Hidrográfica Amazônica possui 6.300.000 km2, sendo 3.985.000 km2 em território brasileiro. Portanto, é o futuro dos nossos filhos e netos em jogo.
l Rubens Ferreira