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Billy Mao/Divulgação |
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A invasão da fazenda Paraíso em Lucianópolis faz parte da Jornada Nacional de Lutas do MST |
Cerca de 300 pessoas do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), de três acampamentos da região, ocuparam na madrugada de anteontem, a Fazenda Paraíso, no município de Lucianópolis (50 quilômetros de Bauru). A propriedade rural pertence a multinacional francesa Louis Dreyfus que produz laranja.
A reintegração de posse foi determinada pela Justiça, no mesmo dia, mas os ocupantes decidiram permanecer no local. Eles pedem uma audiência pública com o Instituto Nacional e Colonização e Reforma Agrária (Incra) e o Ministério Público do Trabalho para que sejam determinadas as áreas possíveis de reforma agrária. “A reintegração de posse foi uma ação rápida da Justiça. Decidimos ficar até que a data da audiência seja marcada,” informou a direção estadual do MST.
A ocupação faz parte da jornada nacional de lutas do MST “Abril Vermelho”, explica o integrante da direção estadual do movimento Angelo Diogo Mazin. “Nessa fazenda especificamente, nosso movimento quer denunciar as 45 autuações sobre trabalho escravo e condições degradantes feitas pelo Ministério Público do Trabalho. Segundo a Constituição Federal e o Código Civil, essas áreas devem ser destinadas a reforma agrária.”
Os sem-terra pretendem permanecer na propriedade rural até que a data da audiência seja marcada. “Nosso objetivo é fazer com que o Incra junto com o MPT façam uma vistoria e confeccione uma lista das fazendas onde há trabalho escravo. São inúmeras na região. Tem propriedades autuadas em Duartina, Piratininga, Ubirajara. Vamos ficar por aqui até que a situação se resolva”, promete.