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Lucio Coelho/Divulgação |
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DERROTADO – O time bauruense não se encontrou na estreia e perdeu em Assis em dois gols de pênaltis |
É cedo para criticar, mas vai ficar na história. O Noroeste, bicampeão da Copa Paulista e quarto colocado no Paulistão em 2006, iniciou com derrota a sua história no Campeonato Paulista da Segundona (quarta divisão): dois a zero.
Foi contra o Clube Atlético Assisense. Batido por dois pênaltis aos 10 e aos 29 minutos do segundo tempo, o Noroeste caiu na estreia do campeonato que equivale à antiga quarta divisão.
Com falhas na defesa e no ataque, o time de Bauru foi dominado pela Assisense, mandante do jogo. O algoz foi Aguiar, número 9 do time adversário, autor do primeiro gol e das mais importantes jogadas de ataque do time de Assis. Ele construiu os dois lances dos pênaltis e converteu o primeiro. O segundo foi batido por Diego, camisa 10 da equipe adversária.
Detalhe: no intervalo, Aguiar que jogou em Bauru as quatro últimas temporadas, lamentava ter sido dispensado e demonstrava um carinho muito grande pelo time de Bauru, em entrevista ao site jornadaesportiva.com.br que transmitia a partida em parceria com a emissora de rádio FM 87,9 pela internet. E foi o que aconteceu.
Os lances
Depois de um início bem postado, pelo menos até os 20 minutos do primeiro tempo, o Noroeste acabou cedendo espaço e foi envolvido pelo adversário, que já aos 20’ obrigou o goleiro Guilherme a fazer uma boa defesa. Aos 30 minutos, novamente nova defesa do goleiro bauruense. Até ali os números davam a cara da partida e da dificuldade para o Noroeste conseguir seu gol.
O time de Assis, já havia colocado uma bola na trave e conquistado três escanteios e o time de Bauru nenhum. O primeiro escanteio do time bauruense foi aos 32 minutos de partida. O time foi para o intervalo deixando os cerca de 50 torcedores das organizadas Sangue Rubro e Falange Vermelha que foram até Assis, a 140 km de Bauru, preocupados.
Naquele momento o técnico João Martins já reconhecia que o time estava muito ansioso, perdendo bolas fáceis e errando na hora dos passes para chegar ao ataque adversário com perigo. “Está muito aquém do que treinamos. Eles podem render muito mais”, dizia.
Não foi o que se viu. O nervosismo continuou. Até que aos 9´Aguiar construiu a jogada do pênalti e ele mesmo converteu, após o goleiro rebater. Desse momento em diante o ataque bauruense reagiu um pouco, enquanto o time adversário fazia de tudo para catimbar a partida. Rafinha colocou uma bola no travessão. Makelelê perdeu grande chance chutando de forma a permitir a defesa do goleiro Augusto. Aos 29, em novo pênalti, o time de Assis sacramentou a vitória.
Coube ao técnico João Martins reconhecer que o time jogou muito mal e lembrar que “não podemos perder em casa”. Ele tem uma semana para arrumar a equipe que jogará no sábado à tarde, em Bauru, contra o Fernandópolis, time do veterano e lendário Muller.