09 de julho de 2026
Regional

Morre jovem baleado em baile funk

Marcus Libório
| Tempo de leitura: 2 min

Éder Azevedo/Arquivo

Delegado da DIG, Celso Olindo, já iniciou as investigações e deve interrogar mais testemunhas 

Morreu nesta terça-feira (21), no Hospital das Clínicas da Unesp de Botucatu (100 quilômetros de Bauru), o jovem baleado no sábado durante um baile funk no bairro Parque dos Pinheiros. Mesmo com ferimento no abdômen, Luan Gustavo da Silva, 20 anos, chegou sozinho a uma unidade hospitalar da cidade, onde pediu socorro. O caso está sendo tratado como homicídio pela Polícia Civil. 

 

O curioso, segundo o delegado titular da Delegacia de Investigações Gerais (DIG), Celso Olindo, é que mesmo ferido no abdômen, o rapaz se recusou a informar detalhes do corrido como quem teria atirado contra ele e chegou a pedir para que a ocorrência não fosse registrada. 

 

“A atitude dele chamou a atenção. Por isso, não descartamos a hipótese do autor do disparo ser alguém conhecido da vítima ou, ainda, pode ser que foi um tiro acidental”, ressaltou Celso, que já recolheu depoimento de algumas testemunhas ontem. 

 

Segundo consta em registro da Polícia Militar (PM), Luan estava se divertindo com amigos em um baile funk, que acontecia na rua Miro Spera, quando, por motivos a serem esclarecidos, foi atingido com um tiro na região da barriga. 

 

O delegado da DIG ainda não sabe como o rapaz chegou ao hospital. “Nem a PM e nem o Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) foram acionados. Inicialmente, estamos trabalhando com a suspeita de assassinato. Muita gente foi intimada para depor amanhã (hoje) e vamos tentar chegar a uma conclusão mais concreta”. 

 

UTI 

 

Após receber os primeiros socorros, Luan foi encaminhado ao Hospital das Clínicas, onde permaneceu internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI), respirando com ajuda de aparelhos. No entanto, ele não resistiu ao ferimento e morreu no início da noite de terça-feira, feriado de Tiradentes. 

 

Aniversário?

 

Os depoimentos colhidos pela polícia até o momento indicam duas versões. Uma delas é que, ao invés de um baile funk, estaria acontecendo uma festa de aniversário na residência onde Luan foi baleado. “É muito cedo para concluir se foi homicídio ou disparo acidental. Só iremos esclarecer os fatos ao longo das investigações, confrontando as informações de testemunhas e amigos da vítima”, finalizou o delegado da DIG, Celso Olindo.