09 de julho de 2026
Tribuna do Leitor

A greve - Dúvidas - APEOESP


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Começando o esclarecimento, a greve dos funcionários municipais não se equipara com a greve dos professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo e a Apeoesp é o maior sindicato da América Latina, com 92 subsedes no Estado de São Paulo, e em Bauru e região 102 escolas. A desmobilização acontece graças à divisão dos professores em categorias impostas pelo governo, como Prova de Mérito, bônus, categoria O, Duzentena, etc. Atualmente, pra se manter e ter um salário condizente, professores da escola pública ministram até 60 aulas por semana. A Secretaria da Educação não cumpre as leis, como data base, o piso salarial nacional (PSPN). Quanto à jornada do piso, nosso plano de carreira, PEE, o Plano Estadual de Educação, a duzentena, a quarentena que priva o professor temporário de ministrar aulas, mesmo existindo falta de professores para essas aulas.

Esses 45% de valorização, apregoados pelo governo nos últimos quatro anos, contaram com a incorporação de gratificações de 15% (sendo 5% ao ano), uma parte foi corroída pela inflação (em média 7% ao ano) e 45% de defasagem salarial ao longo de quatro anos não contemplaram a inflação, sobrando de ganho real 2%, e isso precisa ser considerado. Em 2009, o salário base era 37,8% superior ao PSPN; em 2015 caiu para 8,8%, o que demonstra a defasagem salarial enfrentada pela categoria. Soltando um bônus de 1 bilhão, sendo uma minoria que recebeu, ainda pagando em duas parcelas (uma agora e a outra em setembro de 2015). O que era certo dividir para todos, que seria 10% pra cada um e ainda poderia ser revertido em aumento salarial, se houvesse vontade política.
Esse governo não têm sensibilidade com a nossa categoria, sendo a mais importante para um futuro melhor para o Brasil. Lutamos pela valorização dos profissionais em educação das Escolas Públicas. Convidamos a todos os professores para a negociação na Secretaria da Educação, no dia 23/04. Professores, venham para a luta, agora é a hora! "Quem sabe faz a hora, não espera acontecer!"


Professora Vera Cristina Spinelli