11 de julho de 2026
Economia & Negócios

Ibovespa fecha em alta com Vale e acumula ganho de 5% na semana

Por Flavia Bohone | Reuters
| Tempo de leitura: 3 min

A Bovespa fechou com o seu principal índice na máxima em seis meses nesta sexta-feira (24), em meio à nova disparada das ações da Vale na esteira da recuperação dos preços do minério de ferro.

Petrobras reforçou o viés, beneficiada por alívio de investidores após a divulgação do balanço auditado da companhia e algumas sinalizações da diretoria da estatal, apesar da decepção com os dados em si e a decisão da empresa de não pagar dividendo.

Nesta sexta-feira, o Ibovespa chegou a testar os 57 mil pontos, mas fechou a 56.667 pontos, maior nível desde 14 de outubro de 2014, conforme dados preliminares. A variação da sessão foi de alta de 1,76%. O volume financeiro somava R$ 9,2 bilhões. Na semana, o índice acumulou valorização de 5%, conforme dados pré-ajuste.

Dólar cai pela 4ª semana seguida e se mantém abaixo de R$ 3,00

O dólar caiu nesta sexta-feira (24), em linha com o mercado externo, e encerrou a quarta semana seguida em baixa, em meio a um cenário político local mais favorável e com indicadores econômicos dos Estados Unidos ainda fracos.

A moeda norte-americana fechou em queda de 0,89%, a R$ 2,9550 na venda nesta sexta-feira, após fechar a sessão anterior abaixo dos R$ 3,00 pela primeira vez desde 4 de março. Na semana, o dólar acumulou perda de 2,84%.

Segundo dados da BM&FBovespa, o giro financeiro ficou em torno de US$ 771 milhões. A moeda norte-americana permaneceu perto da estabilidade durante a maior parte da manhã, firmando-se em terreno negativo na parte da tarde acompanhando o movimento de queda no Exterior.

Na máxima desta sessão, o dólar chegou a subir 0,36%, a R$ 2,9924, e na mínima recuou 0,94%, a R$ 2,9534.

No cenário externo, a desvalorização da moeda norte-americana, de cerca de 0,3% ante uma cesta de moedas, era amparada pelo dado fraco de encomendas das indústrias dos EUA.

As encomendas de bens de capital, excluindo o setor de defesa e aeronaves, caíram 0,5% no mês passado após queda revisada de 2,2 % em fevereiro, que foi o maior recuo desde julho de 2013.

  "Foi mais um indicador ruim de atividade nos Estados Unidos", disse o economista da Tendências Consultoria Silvio Campos Neto, acrescentando que o dado mais fraco consolida a expectativa de que o banco central norte-americano vai manter um comunicado de política monetária mais expansionista na reunião da próxima semana.

Na últimas quatro semanas, a queda do dólar ante o real foi influenciada por uma série de indicadores econômicos mostrando uma lenta recuperação nos EUA, o que poderia levar o Federal Reserve a adiar o início do processo de elevação da taxa de juros nos EUA, e por um cenário político local mais tranquilo.

"Ainda pode haver turbulências com as votações de medidas no Congresso, mas as sinalizações de que o governo está engajado em mudanças, principalmente no ajuste fiscal, foram favoráveis", disse Campos Neto.

Nesta manhã, o BC brasileiro vendeu a oferta integral de até 10,6 mil swaps para rolagem dos contratos que vencem em 4 de maio, equivalentes a US$ 10,115 bilhões. Até o momento, a autoridade monetária já rolou cerca de 81% do lote total.