09 de julho de 2026
Geral

Crimes contra animais é alvo de protesto na Nações

Thiago Navarro
| Tempo de leitura: 2 min

Éder Azevedo

Aproximadamente 120 manifestantes fizeram um ato na tarde deste domingo (26), na Avenida Nações Unidas em defesa dos animais

Deixar as penas mais duras para quem comete crimes contra os animais foi o tema de uma passeata realizada ontem à tarde, na avenida Nações Unidas. O ato começou por volta das 14h30, no Parque Vitória Régia, com a caminhada seguindo até as imediações da praça da Paz e voltando ao ponto de concentração, com o apoio da Emdurb para interromper o trânsito. Cerca de 120 pessoas participaram da passeata, segundo os organizadores.

Durante todo o percurso, um carro de som foi usado, e o grito puxado era “eu quero justiça, não aguento mais, tem que ir pra cadeia quem maltrata os animais”. Faixas pedindo penas mais rígidas e camisetas em defesa da causa animal foram utilizadas por boa parte dos manifestantes. Poucos animais foram vistos, uma vez que a organização sugeriu que as pessoas não levassem os bichos de estimação por conta do forte calor do horário e da extensão do percurso da caminhada.

 

A ativista Leandra Marquezini comentou os objetivos do protesto, que ocorreu em diversas cidades do País simultaneamente. “A punição hoje é muito branda, vai de três meses a um ano e a pessoa na maioria das vezes não cumpre a pena na prisão, mas sim em outros tipos de serviço. É necessário que esta pena aumente para oito a dez anos de reclusão, para realmente punir os agressores”, afirma.

 

Outro ponto destacado são as condições de bem-estar animal. “Somos contra a eutanásia em casos de leishmaniose, porque a doença tem sim tratamento. Lutamos ainda para que a cidade tenha um abrigo para animais, e também uma ampla campanha de castração e chipagem dos pets. Essas duas últimas já estão em início de implantação, e serão importantes no sentido de ajudar na consciência da posse responsável”, destaca.

 

Crimes

 

O delegado de polícia Dinair José da Silva foi ao ato e usou o microfone para defender rigor a quem comete crimes contra animais. Neste ano, Bauru já registrou casos de agressão e até morte de bichos de estimação que geraram comoção.

 

Responsável pelo setor de crimes de meio ambiente da Central de Polícia Judiciária (CPJ), Dinair diz que entre 70 e 80 denúncias são registradas ao mês na cidade, de diferentes graus de gravidade. “Todas são investigadas”, cita. O delegado mostrou uma pesquisa que aponta um forte vínculo entre a morte de animais e os ‘serial killers’, como são chamados os assassinos em série.

 

“Uma pesquisa do FBI (de 2010) aponta que 80% dos serial killers começaram matando animais. Isso é muito grave e revela que crimes contra os animais não podem ser encarados como algo isolado, mas sim uma situação que vai gerar problemas ainda mais graves para a sociedade futuramente”, argumenta.

 

O ato teve o apoio da ONG Naturae Vitae e de protetores independentes de animais. Moradores de Arealva envolvidos na causa animal também vieram a Bauru para a manifestação.