Diante de tamanha avalanche de descrédito político, eis que surge uma luz no fim do túnel, o voto distrital, um sistema que alia o político ao seu eleitorado. A grosso modo pode se dizer um tipo de cartão fidelidade, proposta no Senado esta semana e que, se votada em tempo hábil, pode mudar as eleições no próximo pleito para a vereança. O projeto será previamente testado nas eleições para este cargo, o que é muito apropriado.
Alguns vereadores já se posicionaram contrários à proposta, com argumentos de que o vereador possa se tornar um "porta-recado" da população e esvaziar o debate do município e um segundo de que eles não são cobaias. Engraçado que eu pensei que os vereadores fossem mesmo representantes, mensageiros ou mesmo porta-recados da população, já que foram colocados lá para defender seus interesses, "ou não?", como diria Caetano.
Quanto ao debate do município, que penso ser o debate fiscal e demais projetos para a cidade, acho que o vereador teme pela queda na qualidade do debate nestas questões. Pode até ser que ocorra, mas é preciso mudar e este pode ser o caminho.
A população é que não pode ser mais cobaia de um sistema eleitoral que desafia qualquer lógica, como é o caso do voto coligado.
Marco Zambon