09 de julho de 2026
Nacional

Policiais e professores entram em confronto em Curitiba

Estadão Conteúdo
| Tempo de leitura: 2 min

Professores em greve entraram em confronto com policiais militares, ontem, na frente da Assembleia Legislativa do Paraná. Os manifestantes estavam acampados na praça do Centro Cívico de Curitiba, onde aguardavam a votação de proposta do governo que muda o sistema previdenciário do Estado.

 

Na manhã de ontem, o sindicato dos professores tentou aproximar um carro de som da Assembleia, mas a polícia impediu. Em seguida, começou o tumulto. Os policiais tentaram dispersar os manifestantes com gás de pimenta, bombas de efeito moral e jatos d’água.

 

Após o confronto, o prédio do Legislativo continuou com forte cerco policial, para impedir a entrada do grupo no plenário.

 

A mesma proposta já havia provocado a invasão do plenário em março. Na ocasião, os deputados foram impedidos de votar. O governo, então, concordou em retirar o projeto e promover debates. Com a volta da proposta à pauta, os professores decidiram entrar em greve e acompanhar a votação.

 

O governador Beto Richa (PSDB) acusou a manifestação de ter ligações com a oposição. “A APP-Sindicato é controlada pela CUT (Central Única dos Trabalhadores), que é ligada ao PT. Nosso projeto moderniza o sistema previdenciário do Estado e representa economia para as finanças públicas”, disse Richa, após as manifestações.

 

Medida

 

Anteontem, a direção da Assembleia Legislativa conseguiu liminar na Justiça para que a polícia impedisse a entrada no prédio dos manifestantes. Nesta terça, o sindicato dos professores obteve nova decisão judicial para ter acesso à sessão.

 

O presidente da Assembleia, deputado Ademar Traiano (PSDB), decidiu retirar o projeto da pauta e manter o cerco policial para que a votação fosse feita com as galerias vazias. Como a proposta recebeu emendas, deverá ser votada hoje.

 

“Recebemos o habeas corpus que nos permite a entrada na Assembleia. Conseguimos essa liminar que permite levar um grupo de pessoas para dentro da sessão. Essa liminar afirma que a Assembleia é um espaço público e de forma alguma pode ser vedada a entrada da população”, afirmou Nádia Brixner, dirigente da APP-Sindicato.