10 de julho de 2026
Geral

150 trabalhadores param por uma hora na frente da CPFL

Thiago Vendrami
| Tempo de leitura: 1 min

Divulgação

Ato foi realizado na manhã dessa quarta-feira (13), na antiga regional da CPFL

Cerca de 150 trabalhadores cruzaram os braços por uma hora em frente ao prédio da antiga regional da CPFL Paulista, na Vila Falcão, em Bauru, nessa quarta-feira (13) pela manhã. Eles reclamam de jornada excessiva de trabalho e o descaso com funcionários da cidade.


Além disso, o presidente do Sindicato dos Eletricitários de Bauru, Francisco Wagner Monteiro, o Chicão, critica o fato de a companhia não ter recebido representantes para discutir os desafios da categoria.


O sindicalista afirma que uma assembleia deveria ter ocorrido na terça-feira (12) para debater a campanha salarial, mas não teria sido possível porque os funcionários estavam nas ruas ainda atuando após o “apagão” ou de folga por teren trabalhado “até tarde da noite”.


Outro ponto levantado é que a empresa estaria tratando com descaso seu próprio pessoal, sobretudo os que atuam no campo operacional.


“Antes do Programa Estadual de Desestatização (PED) a então Companhia Paulista de Força e Luz tinha funcionários o suficiente para atender a demanda diária e resolver crises como a ocorrida no final de semana. O que levou até três dias para ser sanado, dificilmente passaria de um dia naquele tempo”, criticou Chicão.


Sucateamento


A relação da empresa com seu quadro de profissionais diretos e terceirizados e com os usuários de seu serviço é classificado como “sucateado”, diz Chicão. “A empresa em si não está sucateada. Pelo contrário, está cada vez mais lucrativa e consequentemente valiosa. Mas seu relacionamento sim é sucateado”.


CPFL responde


Em nota, a CPFL Paulista informou que foi realizada nessa quarta-feira a assembleia de aprovação de pauta para negociação de acordo coletivo de data-base e afirma que não soube de nenhum tipo de manifestação ou protesto em sua sede regional, na cidade de Bauru.