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Divulgação |
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Ato foi realizado na manhã dessa quarta-feira (13), na antiga regional da CPFL |
Cerca de 150 trabalhadores cruzaram os braços por uma hora em frente ao prédio da antiga regional da CPFL Paulista, na Vila Falcão, em Bauru, nessa quarta-feira (13) pela manhã. Eles reclamam de jornada excessiva de trabalho e o descaso com funcionários da cidade.
Além disso, o presidente do Sindicato dos Eletricitários de Bauru, Francisco Wagner Monteiro, o Chicão, critica o fato de a companhia não ter recebido representantes para discutir os desafios da categoria.
O sindicalista afirma que uma assembleia deveria ter ocorrido na terça-feira (12) para debater a campanha salarial, mas não teria sido possível porque os funcionários estavam nas ruas ainda atuando após o “apagão” ou de folga por teren trabalhado “até tarde da noite”.
Outro ponto levantado é que a empresa estaria tratando com descaso seu próprio pessoal, sobretudo os que atuam no campo operacional.
“Antes do Programa Estadual de Desestatização (PED) a então Companhia Paulista de Força e Luz tinha funcionários o suficiente para atender a demanda diária e resolver crises como a ocorrida no final de semana. O que levou até três dias para ser sanado, dificilmente passaria de um dia naquele tempo”, criticou Chicão.
Sucateamento
A relação da empresa com seu quadro de profissionais diretos e terceirizados e com os usuários de seu serviço é classificado como “sucateado”, diz Chicão. “A empresa em si não está sucateada. Pelo contrário, está cada vez mais lucrativa e consequentemente valiosa. Mas seu relacionamento sim é sucateado”.
CPFL responde
Em nota, a CPFL Paulista informou que foi realizada nessa quarta-feira a assembleia de aprovação de pauta para negociação de acordo coletivo de data-base e afirma que não soube de nenhum tipo de manifestação ou protesto em sua sede regional, na cidade de Bauru.