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Malavolta Jr. |
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Testes nos piezômetros foram feitos na última semana em Bauru e os resultados saíram nessa quarta-feira (13) |
Reunião nesta quinta-feira (14), às 14h, em São Paulo, pode selar o futuro do aterro sanitário de Bauru. Em março, o município já tinha conseguido 90 dias de prazo junto à Cetesb, e nesta tarde o pedido será para que o tempo seja ampliado em um ano e meio. Uma comitiva bauruense estará na Capital: o prefeito Rodrigo Agostinho (PMDB), Arnaldo Ribeiro (chefe de Gabinete), Lázara Gazzetta (secretária municipal de Meio Ambiente) e Nico Mondelli (presidente da Emdurb). Alguns vereadores também devem ir ao encontro com o presidente da Cetesb, Otávio Okano, agendado pelo deputado Pedro Tobias (PSDB).
A Emdurb, responsável pela operação do atual aterro, recebeu no final da tarde de ontem o estudo com os primeiros testes dos cinco piezômetros instalados em abril no aterro. O piezômetro é um furo que serve para aferir e monitorar o nível de líquido, no caso de um aterro, a compactação do solo em detrimento do chorume, principalmente.
O estudo foi realizado pela Fral, empresa que já vem prestando serviço para a Emdurb, e novos testes serão realizados mensalmente. O valor mínimo de coeficiente considerado ideal para o Fator de Segurança é 1,5, e o aterro bauruense foi dividido em dois setores. No primeiro, o Fator ficou em 1,9, e no segundo, em 2,1, ambos portanto dentro do padrão adequado.
Com estes dados em mãos, o presidente da Emdurb, Nico Mondelli, adianta que o pedido para a Cetesb hoje será o de uso do aterro por mais um ano e meio. “Os resultados dos testes foram satisfatórios, e levaremos em mãos todo o levantamento, que mostra boa condição do aterro. A nossa intenção é pedir mais 12 meses de uso do talude atual, e mais seis meses em uma área anexa de 4 mil metros quadrados”, reitera. “Com 18 meses, conseguimos viabilizar aterro definitivo, para pelo menos 20 anos de vida útil”, completa.
Argumento
O prazo concedido pela Cetesb em março foi de 90 dias, que terminam em 3 de junho. A expectativa da Emdurb é de um parecer favorável do órgão ambiental do Estado no sentido de liberar o uso por mais tempo. “Este relatório mostra que o maciço é estável, e que pode receber resíduos até atingir a cota 555, e tendo melhorias de reconformação”, cita.
Um outro anexo, este de 50 mil metros quadrados, será solicitado. “O anexo maior já será uma etapa mais próxima de quando estivermos com o novo aterro, que também será ao lado do atual. Nos 50 mil metros quadrados de anexo, a proposta é fazer a destinação de rejeitos, pois a intenção é reduzir drasticamente a deposição de lixo, aumentando a coleta de recicláveis e processando tudo o que for possível do lixo orgânico, aterrando só o que não der mesmo”, comenta.
Segundo Nico, esta projeção já visa o novo aterro. “Não será um simples local para deposição de resíduos, mas sim um espaço para processamento, um parque ambiental. Dá para reduzir de 300 toneladas aterradas por dia para um volume bem menos, algo de 80 a 100 toneladas, com a produção atual de lixo da cidade.”
Nessa quarta-feira (13), o JC noticiou também que a secretária municipal de Meio Ambiente, Lázara Gazzetta, iniciou uma mobilização com outras pastas do primeiro escalão e os vereadores no sentido de viabilizar as áreas anexas como medidas paliativas até a conclusão de um aterro definitivo, que já teve a liberação por parte do Comando Aéreo Regional (Comar), e tem como próximas etapas estudos arqueológicos, ambientais, e o pedido de cessão do terreno junto ao seu atual proprietário, o governo estadual.
A licitação para contratar aterro particular foi suspensa, como o JC adiantou ontem - publicação sai no Diário Oficial hoje. Tomada de preços da Secretaria de Administração checará quais os valores de mercado para que outro certame seja aberto - ainda sem a definição se haverá desmembramento de objetos (transbordo do lixo e destinação final).
Prévia
O prefeito Rodrigo Agostinho (PMDB) está desde quarta-feira (13) em São Paulo. Ele conversou com a secretária estadual de Meio Ambiente, Patrícia Lemos, e explicou a situação do aterro de Bauru. “Ela equacionarmos as pendências do aterro”, destacou.
Sobre o encontro de hoje, Rodrigo confia em bons colocou-se à disposição do município, e disse que pode nos ajudar no que for possível para resultados. “Os resultados dos testes com os piezômetros foram satisfatórios, e é com estes números que pediremos os 18 meses, pois há embasamento técnico”, defende o chefe do Executivo.