09 de julho de 2026
Geral

Em ato, professores estaduais "enterram" a educação pública

Thiago Vendrami
| Tempo de leitura: 2 min

Alex Mita

Após 60 dias de greve, ato nessa quarta-feira contou com encenações artísticas fúnebres em frente à DRE; Secretaria da Educação

do Estado apresentou quatro propostas à categoria

Professores estaduais foram artisticamente “crucificados” e um caixão ficou exposto durante encenação e ato promovidos pela categoria em frente à Diretoria Regional de Ensino (DRE), na Vila Falcão, em Bauru, na manhã dessa quarta-feira (13). O trânsito ficou liberado para motoristas e passageiros acompanharem o enterro simbólico da educação pública no sexagésimo dia de greve. Em reunião, a Secretaria da Educação do Estado apresentou propostas.


No protesto, cerca de 40 professores seguravam cartazes ou permaneciam pendurados (simbolizando uma crucificação) nas grades do estacionamento da instituição da Secretaria da Educação do Estado. Estudante da Escola Estadual Stela Machado, Felipe Silva se caracterizou como a Dona Morte, personagem da Turma do Penadinho, criado por Maurício de Souza.


Para a diretora do Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo (Apeoesp), Idenilde de Almeida Conceição, as tomadas de medidas do governo, não acenando para atender reivindicações e mantendo em zero o reajuste salarial, indicam que “a educação está morrendo”.


Com 60 dias de greve, as expectativas da sindicalista não são as melhores. “Neste momento, o secretário da Educação do Estado está reunido com uma comissão do sindicato para uma nova rodada de negociação, mas ele tem se mantido irredutível e a única palavra que sai da boca dele é ‘não’”, disse Idenilde, na manhã dessa quarta.


Contudo, a pasta assinalou com avanços nas negociações para o fim da greve após a reunião de quarta.  


Quatro propostas


Durante a sétima reunião do ano entre a Secretaria da Educação do Estado e a Apeoesp, um dos seis sindicatos que representam o magistério, quatro propostas foram apresentadas aos professores. Foi estabelecido o dia 1 de julho como data-base e definido o cronograma para a nova forma de contratação dos docentes temporários.


Em relação aos professores temporários, serão incluídos na rede de atendimento do Instituto de Assistência Médica ao Servidor Público Estadual (Iamspe) e uma nova legislação será enviada à Assembleia Legislativa para que não haja intervalo contratual por três anos. Somente após este período, haveria a necessidade de espera de 180 dias para uma nova atuação.


Em nota emitida pela assessoria de comunicação, a pasta promete também ampliar, já em 2016, o número de professores-coordenadores para todas as escolas estaduais.


Foi definida também a atuação de uma comissão, formada por técnicos da secretaria, para receber as informações encaminhadas pela Apeoesp sobre eventuais escolas que descumpririam o módulo de aluno por sala de aula. “Se necessário, haverá o desmembramento das classes”.