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Agência Reuters |
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Imigrantes depois de resgatados da embarcação que naufragou |
Cerca de 800 pessoas que estavam em barcos foram levadas para terra firme na Indonésia nessa sexta-feira (15), mas outras embarcações repletas de imigrantes foram enviadas de volta para o mar, apesar de um apelo da ONU pelo resgate de milhares de imigrantes à deriva nas águas do sudeste asiático.
Contrabandistas abandonaram navios cheios de imigrantes, muitos deles com fome e doentes, no mar de Andaman após uma repressão tailandesa ao tráfico de pessoas. A Tailândia é a primeira parada na rota mais comum para tráfico humano usada por criminosos que têm como alvo muçulmanos rohingya que fogem da perseguição em Mianmar e Bangladesh e buscam escapar da pobreza.
“A última informação que temos é que cerca de 794 pessoas foram encontradas no mar e levadas para terra por pescadores as 5h da manhã de nsexta-feira”, disse oficial de Busca e Resgate Khairul Nova, em Langsa, cidade na província indonésia de Aceh.
“Eles estão agora em um armazém no porto temporariamente”, acrescentou.
Cerca de 1.400 imigrantes desembarcaram em Aceh, no lado ocidental da Indonésia, e mais de mil desembarcaram na Malásia recentemente. Mas imigrantes em dois outros barcos foram enviados de volta para o mar.
Mianmar
O governo de Mianmar indicou ontem que não acolherá de volta os milhares de membros da minoria rohingya que fugiram do país em embarcações clandestinas e que, rejeitados por países vizinhos, foram abandonados em alto-mar por contrabandistas.
O Sudeste Asiático enfrenta uma crise de migração que foi intensificada pela repressão regional ao contrabando ilegal. A OIM (Organização Internacional para as Migrações) estima que até 8 mil imigrantes de Mianmar e de Bangladesh estejam à deriva. “A maioria das vítimas de tráfico humano alega ser de Mianmar. Isso é muito fácil e conveniente para eles”, disse o governo.