08 de julho de 2026
Tribuna do Leitor

Ajuste fiscal


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Difícil encontrar em nosso vocabulário uma palavra ou expressão para qualificarmos o que temos recentemente assistido ou lido nos noticiários. Ontem, assistindo a um determinado canal de TV, por "assinatura", uma vez que as camadas mais carentes não têm acesso, me horrorizei com o senador Humberto Costa, do PT, tentando justificar os ajustes fiscais que, segundo ele, se fazem necessários, bem como os cortes no orçamento.

Devemos ser mesmo uma republiquinha de fundo de quintal. Imaginem os senhores uma família cuja renda tem como procedência os resultados dos trabalhos de seus próprios membros. Ocorre que um dos membros não acorda cedo, chega atrasado ao serviço, não produz aquilo que seja ao menos satisfatório; um outro membro da família, recebendo seu salário, gasta-o de maneira leviana; um outro promete aos membros da família que tudo se resolverá, desde que para isso teremos que cortar a verba dos que estudam e acreditaram que estariam isentos do ajuste, cortar a verba dos que se locomovem com seus próprios veículos para poderem chegar aos seus locais de trabalho, mesmo sabendo que a alternativa do transporte público seja a única opção e, diga-se de passagem, de péssima qualidade (aliás, não entendo o porquê de não se liberar as oportunidades da livre concorrência, fazendo com que o que melhor serviço prestado e mais em conta sobreviva, como aliás acontece no setor do comércio e indústria, acrescentando aqui os serviços de táxi monopolizado pelas administraçoes públicas, porque se você quiser hoje ser taxista, entre na fila), aumentariam o valor da mão de obra a quem precisasse, não se importando com os efeitos que isso causaria, porque afinal de contas viviam numa republiquinha de fundo de quintal, onde se faz o que quer, promete-se o que não será cumprido e alienam-se em seus feudos políticos, acreditando que são senhores da razão e que podem ferir a sociedade sem se preocuparem com seus desmandos, seus egocentrismos, suas soberbas, roubalheiras, fingimentos, falcatruas etc.


Não nos permitem a palavra no dia a dia, porém temos uma alternativa, qual seja, nos expressarmos de maneira ordeira em passeatas, com frases e palavras de ordem, civilmente conclamando por melhorias e melhores condições de vida para nossos filhos, uma vez que, filhos da ditadura, não foi possível a nossos pais nos passarem esta mensagem. Por isso invado, toda vez que houver, as avenidas, para poder manifestar de maneira democrática minha insatisfação por esse quadro que nos é apresentado por "A" ou "B" partido ou governo que teima em tolher, no passado, a liberdade, no presente, nossas vidas e no futuro nossos sonhos...

Fred Oliveira