10 de julho de 2026
Geral

Alunos da Unesp pintam muros do Paiva em trote solidário

Tisa Moraes
| Tempo de leitura: 2 min

Quioshi Goto

‘Bixos’ pintaram a parte externa do Paiva com representações do ciclo da vida humana

A canção “Aquarela”, do mestre Toquinho, inspirou uma explosão de cores que transformou as paredes do pátio coberto da Sociedade Beneficente Cristã (Paiva), na tarde dessa terça-feira (19). O sol amarelo, o castelo, a luva, o guarda-chuva, o barco a vela e o avião - todos estavam lá, representados.


As pinturas foram feitas por “bixos” da Universidade Estadual Paulista (Unesp) de Bauru, que participaram do trote solidário do projeto “Ao Vivo e em Cores”. Ao todo, 75 alunos integraram a iniciativa, que coloriu, ainda, os muros da instituição com símbolos do ciclo da vida humana.


Uma das organizadoras do trote, a estudante de engenharia civil Dora Martins conta que o objetivo é integrar a universidade à comunidade, oferecendo serviços gratuitos como contrapartida ao fato de estarem matriculados em uma instituição de ensino pública. “É algo que realizamos desde 2013. Pela divulgação da mídia, a diretoria do Paiva soube dessa nossa iniciativa, entrou em contato com a gente e nos programamos para trazer os ‘bixos’, que estão começando o curso agora. Deu supercerto”, observa.


No sábado (23), os coordenadores do projeto já começaram a preparar os muros para receber os desenhos. O trabalho final, feito nessa terça, tomou toda a tarde dos estudantes e foi acompanhado de perto pelos abrigados do Paiva.


A aquisição de todo o material de pintura, assim como a alimentação dos alunos, foi financiada por parceiros do “Ao Vivo e em Cores”, entre eles empresas e a própria universidade. O projeto é uma ação das três faculdades da Unesp de Bauru e busca desenvolver, além de ações pontuais em entidades assistenciais, atividades com crianças de escolas municipais e estaduais, conforme revela o estudante Renan Nishimoto.  


“O processo é feito em etapas, com diversas visitas para entender qual é a demanda daqueles alunos. Depois, realizamos oficinas e levamos alguns projetos da faculdade para as escolas. É algo que conseguimos fazer duas vezes ao ano, mas que temos a meta de ampliar”, comenta.