10 de julho de 2026
Internacional

Malásia e Indonésia vão recolher refugiados de barcos em alto mar

Reuters
| Tempo de leitura: 2 min

Malásia e Indonésia disseram nessa quarta-feira (20) que vão oferecer abrigo para 7.000 refugiados que estão à deriva no mar em barcos frágeis, mas, como estão ansiosos para não incentivar um novo afluxo, os governos deixaram claro que a ajuda é temporária e, depois disso, não iriam acolher mais ninguém.


Mais de 3.000 imigrantes desembarcaram até agora neste mês na Malásia e Indonésia. Junto com a Tailândia, os países optaram por uma política dura, afastando muitos barcos que se aproximavam de suas margens, apesar dos apelos da ONU para que abrigassem os refugiados.


Embora a última declaração tenha indicado uma mudança na política da Malásia e Indonésia, permitindo que os imigrantes desembarcassem, os governos enfatizaram que a comunidade internacional também tem a responsabilidade de ajudá-los com a crise.


Os imigrantes são de Bangladesh e muçulmanos rohingya de Mianmar, homens, mulheres e crianças que fugiram da perseguição e pobreza em seus países ou foram sequestrados por traficantes, e agora enfrentam a doença e a fome no mar. “O que deixamos bem claro é que vamos aceitar apenas as pessoas em alto mar”, disse o ministro das Relações Exteriores da Malásia, Anifah Aman. “Mas, se houver um novo influxo, sob nenhuma circunstância vamos recolher cada um deles.” Malásia e Indonésia disseram em um comunicado conjunto em Kuala Lumpur que vão propiciar “reassentamento e repatriação”, um processo que iria ser “feito em um ano pela comunidade internacional”.


A ONU que vêm pedindo aos governos da região que resgatem quem estiver no mar, saudaram a iniciativa.

Otan pode ajudar no Mediterrâneo


A Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) pode ajudar nos esforços da UE para conter o tráfico de imigrantes pelo mar Mediterrâneo. A UE concordou em realizar uma missão marítima na segunda-feira para combater gangues que transportam imigrantes a partir da Líbia.


Cerca de 50 mil imigrantes entraram na Europa cruzando o Mediterrâneo neste ano, sendo que 30.500 entraram pela Itália. Cerca de 1.800 morreram afogados na tentativa, disse a agência de refugiados da Organização das Nações Unidas.