10 de julho de 2026
Tribuna do Leitor

"Água amada, idolatrada, salve, salve."


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É notório que vivemos uma crise hídrica, mas é sabido também que a culpada por este racionamento não é a natureza. Somos nós os responsáveis por esta negligência sem precedentes. O Poder Público, que deveria servir de exemplo, vira as costas para os problemas. O rio Batalha está acabando por falta de investimentos como a desassoreação, plantio de árvores, cuidados estes que se não forem pontuais o nosso manancial vai se tornar obsoleto. Os vazamentos a céu aberto é decorrente da malha hídrica, sucateada. As empresas também podem colaborar implantando metodologias eficientes no combate ao desperdício, através do consumo racional, até uma estrutura para tratar e posteriormente aproveitar como reuso.


À população é imprescindível que se faz necessário, a economia. Reaproveitar a água que sai da máquina de lavar roupa, lavar o carro com o consumo mínimo de água, criar uma cisterna para acumular a água da chuva é primordial para a reeducação de custos. O hábito de desperdiçar água é um traço inerente da nossa cultura. Desperdiçamos tudo que consumimos, talvez pelo fato de acharmos que nunca vai acaba. Ledo engano.


Colocar no mesmo "balaio" todas as desculpas esfarrapadas das partes envolvidas é encarar o problema com a visão míope. É preciso um engajamento coletivo, para futuramente não virar um clima de tensão social. A água é essencial à vida, sem ela viveremos num apartheid; quem tem dinheiro, tem água. Pense nisto!

Paulo Roberto dos Santos