Neste sábado (23), 2,3 mil escolas da rede estadual na Capital e Interior, incluindo as da região de Bauru, abrem as portas para um grande encontro entre pais e mestres. A ação faz parte do projeto “Um dia na escola do meu filho”, criado pela Secretaria da Educação de São Paulo, e que, desde 2011, promove atividades para aproximar famílias e unidades de ensino com o intuito de fortalecer o aprendizado dos alunos. Na reunião deste ano, um ponto em debate: a importância da leitura na formação de crianças e jovens da comunidade escolar.
Participam do evento deste fim de semana todas as unidades do programa Escola da Família. A orientação é que, além apresentar aos pais e responsáveis os ambientes onde seus filhos passam boa parte do dia, o encontro sirva também para traçar estratégias em prol do hábito da leitura. Levantamento feito pela pasta mostra que os quadrinhos é o estilo literária preferido de 45% dos jovens da rede estadual, seguido por contos, mitos e lendas. A expectativa é estender esse gosto para toda a vizinhança escolar.
Desde fevereiro, as escolas da família oferecem um extenso acervo de livros, jornais e revistas. Intitulado “Comunidade Leitora”, a campanha tem como meta espalhar o hábito de ler em todas as faixas etárias - de crianças a idosos. A ideia é ainda organizar rodas de contação de história, saraus, encontros com escritores, produção de textos, teatro e até exposição com clássicos da literatura infantil.
“A colaboração entre pais e escolas é fundamental para fortalecer o aprendizado. Para incentivar essa união, além de encontros como o deste sábado, a Secretaria mantém canais que possibilitam a participação das famílias na rotina educativa. O boletim escolar, por exemplo, é entregue na versão impressa e pode ser consultado no Portal da Educação”, explica o secretário da Educação, professor Herman Voorwald.
Memória do bairro
A programação é definida pelas escolas. Ao longo do sábado, algumas unidades também vão propor aos participantes que respondam questões sobre o entorno da escola e ajudem na composição de um grande baú de memória sobre os bairros.
A ideia é relembrar os primeiros moradores, comércio, fachadas de casas e prédios, entre outras curiosidades. Depois de reunidas, as informações vão ajudar em futuros trabalhos da escola com a comunidade local.