O jornal Folha de São Paulo (20/5 - A2 Opinião) publicou artigo intitulado "Justiça cega", de autoria de Bernardo Mello Franco. O assunto abordado se refere ao reajuste salarial do Judiciário.
O autor ressalta que enquanto os trabalhadores comuns sofrem com demissões e cortes de direitos, o Judiciário quer aumentar o salário de seus servidores em 31,4% neste ano. O plano prevê reajuste até 2017. Em 4 anos, custará R$ 27,7 bilhões ao Tesouro, calcula o Ministério do Planejamento. O presidente do STF, Ricardo Lewandoski, apoia o reajuste justificando. "Nós precisamos sempre (de reajuste)". E quem é que não precisa pagar o supermercado, já que houve um aumento do preço dos produtos!
Essa justificativa cabe a todos os assalariados, como por exemplo os profissionais do ensino, como bem dispõe a C.F. No artigo em referência, o Ministro Luiz Fux, do STF, já determinou o pagamento de auxílio-moradia de R$ 4.300,00 a todos os juízes do Brasil. A Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro começou a discutir outro benefício para magistrados fluminenses: um "auxílio-educação" de até R$ 2.860,00 ao mês. Os profissionais do ensino também precisam receber "auxílio educação", para compra de livros e revistas especializadas, inclusive para assinatura de jornais.
É inconcebível, inacreditável, o retrocesso que o Brasil está vivendo na educação a nível do ensino fundamental e médio. Isto em que pese a Constituição Federal estar completando neste ano 27 anos de sua aprovação e promulgação em 5 de outubro de 1988, e dispor de modo explícito, no inciso V, do artigo 206: "Valorização dos profissionais do ensino...". As entidades do magistério (Apampesp, Apase, CPP e Udemo) se reuniram no último dia 6 a fim de avaliar a Campanha Salarial de 2015 - "Salário Digno para o Magistério: Dever do Estado".
Acorda, Brasil!
Rodolpho Pereira Lima - 84 anos -
Aposentado ? membro do Conselho Superior
do Centro do Professorado Paulista