09 de julho de 2026
Cultura

Virada reúne 17 mil só no Vitória

Tisa Moraes
| Tempo de leitura: 3 min

Parque Vitória Régia lotado e uma plateia empolgadíssima. Foi esta a combinação que Marcelo D2 encontrou na noite de ontem, durante apresentação que encerrou a Virada Cultural Paulista em Bauru.

A nona edição do evento teve início no sábado à noite e, em pouco mais de 24 horas, reuniu 17 mil pessoas no parque – 14 mil somente durante o show do rapper carioca. Com extenso repertório de sucessos e a mistura irresistível de samba e hip-hop que compõe sua “batida”, o cantor atraiu principalmente o público jovem, que tomou toda a área do Vitória em frente ao palco.

“Além do Marcelo D2, Bauru recebeu mais duas bandas de maior projeção na mídia: Alpha Blondy (da Costa do Marfim) e Tihuana. Acredito que tivemos uma das melhores programações entre todas as cidades que realizaram a Virada no Interior”, comenta o secretário municipal de Cultura, Elson Reis. Ele destacou, contudo, que, neste ano, o governo do Estado precisou reduzir o número de atrações como medida para cortar gastos.

“Mas o importante é que a qualidade dos artistas foi mantida. A estrutura (custeada pela prefeitura) também funcionou e a sensação é de missão cumprida”, completa.

Conhecido do grande público há 20 anos, mas com carreira solo consolidada há apenas dez, D2 tem no público jovem os seus maiores fãs. E eles compareceram em peso no Vitória, na noite de ontem. David Allan, 17 anos, Gabriel Codato e Victor Silva, ambos com 22 anos, estavam entre aqueles que entoaram todos os hits do artista, com direito às coreografias com as mãos tão típicas do universo do rap.

“Eu curto desde a infância. As letras tem conteúdo e o ritmo é muito bom”, comenta Gabriel. “A filosofia dele é muito parecida com Charlie Brown. Curto andar de skate e sou muito influenciado por eles”, acrescenta David.

Em família

Casado e pai de dois filhos, Alexandre Magno Custódio, 22 anos, arrastou a família para o show do cantor. Ele garante que o caçula, Miguel, de apenas 4 anos, já canta junto alguns trechos da música do rapper.

“Ele adora, dança. Eu cresci ouvindo D2 e acho legal transmitir essa cultura do hip-hop para o meu filho. Ele também gosta de Projota, Emicida. É música brasileira, com letras que te fazem pensar”, analisa.

Embora também goste do som do rapper carioca, o casal Ana Carolina Ribeiro, 20 anos, e Lucas Froes, 24 anos não se declarou fã do cantor. A estudante universitária avalia, contudo, que nomes de visibilidade midiática como o dele contribuem para levar mais pessoas para a Virada, com a possibilidade de conhecer outros artistas tão talentosos quanto, mas com menos espaço nos veículos de massa.

“É um evento gratuito. Muita gente vem para um show, acaba ficando e vendo coisas novas. É uma forma de disseminar cultura, fazer o encontro entre estes artistas ‘desconhecidos’ e um público que dificilmente iria descobri-lo de outra forma”, completa.


Diversificou

Além de shows musicais, a nona edição da Virada Cultural Paulista contou com apresentações de dança, teatro e exibição de curtas-metragens, entre outras atrações. As atividades foram realizadas não só no Parque Vitória Régia, mas também no Teatro Municipal, Sesc, Aeroclube de Bauru e Espaço Atucaec.

A Virada é realizada pelo governo do Estado de São Paulo em parceria com a Secretaria Municipal de Cultura, responsável por fornecer a estrutura física e a segurança do evento.

Fotos: João Rosan

Para encerrar a Virada Cultural Paulista em Bauru, Marcelo D2 apresentou sua mistura samba e hip-hop em extenso repertório de sucessos; show foi acompanhado por cerca de 14 mil pessoas