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Henrique Costa/Bauru Basket |
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No último confronto no Rio entre Flamengo, de Marquinhos, e Bauru, de Alex, pelo NBB7, a vitória foi bauruense |
O Paschoalotto/Bauru inicia nesta terça-feira (26) a disputa da final do NBB7, valendo o último título que lhe falta conquistar para encerrar a temporada perfeita. A equipe bauruense abre a série melhor de três partidas decisiva diante do atual bicampeão Flamengo, a partir das 21h30, na HSBC Arena, no Rio de Janeiro. Em jogo, encerrar um ano histórico, ganhando o título nacional depois de faturar o Campeonato Paulista, Jogos Abertos, Liga Sul-Americana e Liga das Américas. O Bauru pode fazer história também conquistando o primeiro título do NBB para o Estado de São Paulo.
O segundo e terceiro (este se necessário) duelos da final, com mandos do Paschoalotto, ocorrem em Marília, no Ginásio Neuza Galetti, nos próximos dois sábados, ambos às 10h.
O elenco do Paschoalotto foi montado para disputar todos os títulos em condição de vencer e cumpriu com primazia os objetivos da diretoria e comissão técnica. Para fechar o ciclo, encara uma equipe especialista em NBB. O Flamengo chega à sua quinta final da competição – é o maior finalista –, a terceira consecutiva, e busca se isolar em quantidade de títulos. Hoje, divide a supremacia com o Brasília, com três conquistas para cada lado. Na atual fase do basquete masculino em Bauru, é a primeira vez que a equipe alcança a decisão do título – a cidade foi campeã em 2002 com o Tilibra/Copimax, quando o Nacional era organizado pela Confederação Brasileira de Basquete.
‘100 metros’
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Diferente dos playoffs das quartas de final e semifinal, onde eliminou, respectivamente, Franca e Mogi, que foram disputados em melhor de cinco jogos, a final é decidida em uma melhor de três. O número menor de jogos muda totalmente a dinâmica do confronto. O técnico do Paschoalotto, Guerrinha, faz uma analogia com o atletismo para explicar a diferença de um playoff de três jogos para outro de cinco. “A série é igual corrida de 100m, comparada com 400m. É olhar para frente, fechar a respiração e pau. Todo jogo é jogo”, brinca o treinador.
O pivô Rafael Hettsheimeir destaca a importância da primeira partida do playoff. “Vai ser uma série mais rápida, mas ainda dá tempo de estudar o adversário. O primeiro jogo é chave, importantíssimo. Vencendo lá, você bota pressão no time deles e ganha certa tranquilidade, além de ter condição total de fechar com o mando”, comenta. O armador Ricardo Fischer aponta o pouco tempo de recuperação. “Em uma melhor de cinco, se perder o primeiro, tem bastante tempo para se recuperar. Três jogos é tiro curto. Temos que estar atentos nos detalhes, focados o jogo inteiro”, alerta.
Para concretizar o plano de abrir o duelo com vitória, vai valer ditar o ritmo e as ações do jogo. “Quem conseguir impor sua estratégia vai vencer”, resume Guerrinha. “Esperamos jogar bem, o time agregou muito durante a temporada, fizemos muitos jogos decisivos. Fizemos uma preparação tática boa, já que os times se conhecem bem”, avalia. O treinador afirma que a comissão técnica preparou estratégias específicas para cada situação de jogo nas partidas da final. O minucioso trabalho teve participação do elenco na discussão do plano de jogo.
O especialista e o ‘inimigo íntimo’
Quando entrar em quadra hoje o ala Alex, do Bauru, vai completar 250 jogos pelo NBB. E o jogador aproveitou bem as duas centenas e meia de partidas na principal competição do basquete nacional. Alex é tricampeão do NBB pelo Brasília (edições de 2010, 2011 e 2012) - tem ainda o título de 2003, pelo Ribeirão Preto, do Campeonato Nacional. Em sua quinta final do NBB, um recorde, Alex briga por três premiações individuais. Ganhador do troféu de melhor defensor em todas as seis edições anteriores do torneio, ele deseja manter a hegemonia.
O ala do Bauru ainda concorre como ala e MVP. O jogador é peça fundamental no Paschoalotto e considerado pelo técnico Guerrinha como “desafogo tático” pela sua versatilidade e consistência. Alex vai enfrentar o Flamengo na final do NBB pela terceira vez na carreira - tem uma vitória e uma derrota -, mas descarta rivalidade particular com o clube carioca. “Para mim, a rivalidade com o Flamengo já passou. Em Bauru, a rixa maior é com Franca e Limeira”, considera.
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A receita do especialista em título para ser campeão é direta. “Não podemos repetir os erros cometidos contra Franca e Mogi. Precisamos entrar para matar e não deixar jogar, com atenção na defesa. Com uma defesa forte e rebote na mão, não tem um time no Brasil que corra como o nosso no contra-ataque”, aposta. Na decisão do título, Alex revê um velho adversário: o ala Marcelinho Machado. Os experientes jogadores se enfrentam pela terceira vez em finais do NBB. O duelo particular em finais está empatado com um título para cada um e cinco vitórias para cada na séries.
Alto nível
Três dos quatro candidatos a jogador mais valioso do NBB7 estarão em ação na final. Rafael Hettsheimeir e Alex Garcia, pelo Bauru, e o ala Marquinhos, pelo Flamengo (o outro postulante é David Jackson, do Limeira).
Os times também tem atletas que disputaram a Copa do Mundo de Basquete 2014: Alex, Larry e Hetts, de Bauru, e Marcelinho, Marquinhos, Herrmann e Laprovittola, do Mengo.
Caldeirão lotado
O Paschoalotto deve enfrentar um gigantesco caldeirão, repleto de torcedores rubro-negros. Atuando ao lado de sua torcida em partidas de finais, o Flamengo tem seis vitórias em sete partidas. “A torcida de futebol faz diferença e o ginásio vai estar lotado. Mas somos experientes, nosso jogo encaixa com eles e é estudar e ver alguns detalhes para tirar as principais peças deles”, analisa Ricardo Fischer. “Tem que jogar forte, duro. Eles tiveram uma melhora nos playoffs. Mas estamos progredindo”, completa Rafael Hettsheimeir.
O retrospecto de Bauru x Flamengo no Novo Basquete Brasil é bastante desigual. Em 22 partidas, o time bauruense ganhou apenas seis e acumula 16 derrotas. Os times já se enfrentaram duas vezes em playoffs, ambas com vitórias do Flamengo por 3 a 1 em quartas de final: a primeira no NBB 3 e, depois, no NBB6. Porém, nesta edição, o Paschoalotto ganhou as duas partidas realizadas: 84 a 77 no primeiro turno, no Rio, e 92 a 84, no returno, no Panela de Pressão. É a chance de ganhar a série mais importante entre ambos e seguir revertendo estatísticas.
Em entrevista coletiva, nessa segunda-feira (25) à tarde, no Rio, local da partida desta noite, às 21h30, que abre a série melhor de três jogos da final do NBB7 diante do Flamengo, o técnico Guerrinha e o ala Alex, do Paschoalotto, falaram sobre a decisão, a quinta do Bauru nesta temporada – antes, o time faturou o Campeonato Paulista, Jogos Abertos, Liga Sul-Americana e Liga das Américas. “É uma final digna do campeonato. Estudamos muito a equipe deles. Ambos se conhecem muito bem e têm muita qualidade. Esperamos fazer uma final que mostre o que é o basquete hoje no Brasil, um campeonato que evoluiu e que está em constante crescimento. Não será um jogo fácil, mas temos que fazer o que fizemos a temporada toda: jogar basquete”, comentou Guerrinha.
Experiente em finais do NBB, o ala Alex Garcia comentou sobre o primeiro jogo da decisão. “Será um jogo difícil e bastante nervoso por ser final. Temos que ter uma obediência tática muito grande, respeitando o jogo de cada um e principalmente jogando no coletivo para tentar surpreender o adversário. Jogamos também contra um ginásio cheio, a torcida contra, então a sintonia entre os jogadores tem que estar muito boa para não ser influenciado pelo ambiente adversário e buscar a vitória fora de casa, que é fundamental”, destacou.
Para a série final, o Paschoalotto/Bauru não conta com o ala-pivô Jefferson William, que se recupera de uma lesão no tendão de Aquiles sofrida em fevereiro, ainda na temporada regular do NBB7.
Transmissão
O duelo desta terça-feira será transmitido ao vivo pela webrádio Jornada Esportiva/Auri Verde e pelo canal SporTV. No site da Liga Nacional de Basquete (https://www.lnb.com.br/tempo-real) será disponibilizado o lance a lance, além das estatísticas do duelo.
Ingressos para Marília
A Liga Nacional de Basquete anunciou a venda de ingressos para o segundo jogo da final entre Bauru e Flamengo, em Marília, no próximo sábado (30), às 10h. A compra pela internet começou a partir da 0h de hoje pelo site https://www.ingressorapido.com.br.
A venda em pontos físicos tem início na próxima quinta. Em Bauru, os ingressos serão vendidos nas quatro lojas da Claro (av. Getúlio Vargas, rua Batista de Carvalho, no Bauru Shopping e Boulevard Shopping). Em Marília, as vendas também ocorrem nas três lojas da Claro (Centro, Marília Shopping e Esmeralda Shopping).
Os valores são: R$ 20,00 arquibancada, R$ 10,00 meia, R$ 100,00 cadeira de quadra e R$ 50,00 meia entrada na cadeira de quadra. Os sócios-torcedores do Paschoalotto/Bauru deverão fazer a troca de ingressos na quinta e sexta em horário comercial (8h às 18h), na sede do time (rua Sérvio Túlio Carrijo Coube, 1-60).
Larry, Fischer, Hettsheimeir e Wesley convocados para o Pan
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Confira a lista de convocados
Armadores Rafael Luz (Obradoiro-ESP), Raulzinho (Murcia-ESP), Ric. Fischer (Bauru) e Larry Taylor (Bauru) Ala-armador Vitor Benite (Flamengo) Ala - Leo Meindl (Franca) Alas-pivôs Marcus Toledo (Pinheiros) e Olivinha (Flamengo) Pivôs Rafael Hettsheimeir (Bauru), Wesley Sena (Bauru, como convidado), Rafael Mineiro (Limeira), Gerson (Mogi das Cruzes) e Augusto Lima (Murcia-ESP)
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O Paschoalotto/Bauru tem quatro jogadores convocados para representar o Brasil nos Jogos Pan-Americanos de Toronto, no Canadá, que ocorrem de 10 a 26 de julho. O armador Ricardo Fischer, o ala/armador Larry Taylor e os pivôs Rafael Hettsheimeir e Wesley Sena, este como atleta convidado, estão no grupo de jogadores chamados pelo técnico argentino Rubén Magnano. A lista divulgada, nessa segunda (25), mostra que o treinador optou por um time alternativo, com alguns jovens valores e com poucos dos principais nomes do País na modalidade, inclusive sem jogadores que atuam na NBA. Os atletas convocados se apresentam no dia 14 de junho, em São Paulo. O grupo realizará treinos na cidade até o dia 10 de julho, quando viaja para Toronto. A estreia no Pan ocorre no dia 21 contra Porto Rico, pelo Grupo A. A chave conta ainda com Venezuela e Estados Unidos.
Por se tratar de uma competição que não é prioridade para a seleção, Magnano decidiu concentrar os esforços para a Copa América, que tem início marcado para 25 de agosto. Até porque este torneio valerá como Pré-Olímpico e o Brasil ainda não sabe se terá vaga assegurada nos Jogos de 2016 por ser o país-sede. Desta forma, nomes como Nenê, Anderson Varejão, Tiago Splitter e Leandrinho, jogadores estabelecidos na NBA, estão fora. Magnano também não contará com Bruno Caboclo e Lucas Bebê, que ainda buscam espaço na liga norte-americana e, por isso, deram prioridade à disputa da Summer League pelo Toronto Raptors durante a pré-temporada.
Nenhum jogador da equipe titular do Brasil no Mundial do ano passado, realizado na Espanha, foi chamado. Isso porque Marcelinho Huertas e Alex Garcia também ficaram de fora. De fato, somente três atletas que estiveram naquela competição vão também para o Pan de Toronto. São eles: Larry, Hettsheimeir e o armador Raulzinho.
Mesmo com os muitos desfalques, Magnano confia em uma boa campanha da seleção. “Formamos um grupo de trabalho que mescla jogadores experientes e jovens que vão atuar pela primeira vez na seleção adulta. O importante é que temos um bom tempo de preparação até chegar à competição. Em Toronto vamos realizar de três a quatro amistosos para fechar a preparação. Posso garantir que é uma equipe bastante sólida e alguns atletas poderão ser convocados para a Copa América do México”, apontou.
Atletas como os próprios Raulzinho, Larry e Hettsheimeir já têm bastante experiência na seleção, assim como Vitor Benite, Olivinha e Augusto Lima. Eles se juntarão a alguns jovens destaques do último NBB, como Ricardo Fischer, Leo Meindl e Gerson. Estes nomes lutam por uma vaga na convocação para o Pré-Olímpico, quando os principais jogadores do País devem ser chamados.