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A PM foi acionada e, após o fim da sessão, vereadores registraram BO contra Everton Thomaz |
Nove vereadores registraram boletim de ocorrência (BO) por desacato e desobediência contra o representante comercial Everton Thomaz, de 31 anos, o “Marrom”, acusado de tumultuar a sessão da Câmara na última segunda-feira (25), em Pederneiras (26 quilômetros de Bauru). Ele teria se manifestado de forma ofensiva durante a reunião ordinária e “atrapalhado” os discursos dos políticos. O reforço policial foi acionado e, após o término da sessão, os vereadores e o acusado foram parar na delegacia para o registro do BO.
O presidente da Câmara, Adriano Camargo (PRP) alega que o munícipe atrapalhou os pronunciamentos tanto de vereadores que apoiam à administração quanto os da oposição. “Gesticulava e falava alto. Chamamos a atenção dele umas quatro ou cinco vezes e, após o término (da sessão), acionamos a polícia”, comenta Camargo.
O pedido de reforço policial nas sessões do legislativo é algo que, segundo ele, tem ocorrido com frequência. “Faz cerca de três meses que isso está acontecendo, por isso decidimos registrar o BO. Os trabalhos acabam prejudicados com essa interferência dele”, acrescenta Camargo.
Everton Thomaz, por sua vez, alega ter enviado um ofício à Câmara solicitando o uso da tribuna, mas diante da negativa por parte da Mesa Diretora diz que resolveu manifestar-se da cadeira da galeria. “Não me permitiram o uso da tribuna, eu só queria levar os protestos da população. Tem muita sacanagem acontecendo em Pederneiras, a Unidade de Pronto-Atendimento (UPA) não inaugura, o rio que acabaram de alargar as margens continua provocando alagamentos. Eles estão é com medo de que eu seja eleito”, completa Everton, que também se auto proclama pré-candidato a vereança.
O delegado Adriano Cres informou ontem que vai apurar o caso e intimará os vereadores para depor amanhã e o acusado na sexta-feira. Após colher os depoimentos, o relatório será enviado ao Juizado Especial Criminal que vai decidir que rumo vai tomar o caso.
Tanto o desacato quanto a desobediência, que teriam sido exercidas em relação aos funcionários públicos no exercício da função, são crimes de menor potencial ofensivo.