Em resposta ao texto do sr. Rodolpho Pereira Lima, gostaria de esclarecer que, assim como nos demais poderes, o Judiciário se divide em dois mundos: o dos que tudo podem, ou seja, magistrados, onde o teto constitucional não é o limite, e o dos servidores. O primeiro, como bem lembrado por Lima, é cheio de regalias e absurdos, como auxílio moradia para juízes que já possuem moradia, benefício concedido pelo CNJ (Conselho Nacional de Justiça) que deveria justamente fiscalizar e punir tais aberrações. Os servidores, diferentemente do que pensa a maioria da população, não recebem os mesmos benefícios dos magistrados, não há auxílio moradia, auxílio educação, férias de sessenta dias e tantos outros.
A reposição salarial, que deveria ser concedida para equilibrar as perdas inflacionárias, muitas vezes não é paga em sua totalidade, o discurso é sempre o mesmo: "não há verba". Há anos não se vê aumento salarial. Concordo com Lima quando defende a salário digno para o magistério, mas infelizmente enquanto não houver transparência, fiscalização e punição no Poder Judiciário e demais poderes, que não respeitam nem mesmo os direitos de seus próprios servidores, não haverá esperança para os demais trabalhadores.
Wilson Paes de Carvalho