11 de julho de 2026
Economia & Negócios

Entidade e empresas alinham estratégias de combate à crise

Ana Borges
| Tempo de leitura: 2 min

Fotos: Éder Azevedo

Encontro realizado ontem propôs networking e trocas de experiências entre gerações e segmentos

Empresa de arquivos onde Cintia trabalha achou ‘nova fatia’

Crise ou tempo de criar novas oportunidades? Networking e trocas de experiências entre gerações e segmentos foram algumas das ações propostas nessa quarta-feira (27) no 1.º Café da Manhã promovido pela Associação Comercial e Industrial (Acib), em Bauru. Pelo número de participantes, tende a se tornar ação contínua. Com perfis corporativos diversificados, eles discutiram caminhos para superar a retração econômica, assunto retratado na manchete do JC, no último domingo (24).  


Segundo a presidente da Acib, Patrícia Rossi, a ideia do encontro foi ampliar a rede de contatos, trocar vivências de mercado, mas poder ouvir as dificuldades dos empresários e descobrir como a entidade pode ajudá-los com ideias. “Essa experiência serve para ampliar os horizontes, os relacionamentos, porque você só compra e consome daquele que confia. Outro objetivo é estimular a criatividade, pois, para prosperar nesse cenário de crise, só vai conseguir quem souber  inovar”.


As preocupações com o mercado não se restringem apenas a quem  já está nele, mas também para quem está prestes a ingressar, como é o caso de Rodrigo Bertoloto, estudante do 3.º ano de engenharia civil da Unesp.


Presente no evento da Acib ontem, ele faz parte de um projeto de empresa júnior, gerenciada pelos alunos sob supervisão dos professores . “Esse contato com os empresários é muito valioso, pois criamos projetos em cima das necessidades deles”, afirma.


Em busca de saídas


Estar sempre atualizado também favorece para encontrar novos nichos. Foi o que aconteceu na empresa de arquivos de documentos sediada em Avaí (39 quilômetros de Bauru), onde trabalha a consultora comercial Cintia Bicudo. Quando souberam da aprovação de uma lei que obrigou os cartórios a digitalizar um número ainda maior de documentos retroativos, perceberam que também tinham condições de atendê-los. “Antes, atendíamos mais prefeituras e hospitais. Agora, oferecemos esse serviço especializado aos cartórios e, com isso, ganhamos nova fatia no mercado”.


Landios Achoa, que é dono de uma corretora de seguros,  e Vinícius Zimiani, gerente de uma rede de lojas, concordam que uma das reestruturações neste cenário de crise financeira é negociar melhor com os fornecedores e reduzir os preços, “como forma de atrair os clientes”.  


Sustentabilidade em alta


Rick Cabral é dono de um salão de beleza. Ele lembra que, há 6 anos, já superou o período de crise. “Com otimismo, consegui mostrar aos meus clientes o quanto o meu trabalho era importante. Agora, me preparo para montar o salão com produtos ecologicamente corretos, para alinhar beleza e sustentabilidade”.


O meio ambiente foi propulsor para que  Habib Jacob investisse na profissão de educador de cidadania. Com a contribuição de empresas interessadas em investir em marketing sustentável, ele criou um projeto que cuida de pelos menos três praças. “O intuito não é só zelar pelo estado das praças, mas reaproveitá-las melhor plantando árvores frutíferas e oferecer lazer”, explica.