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Douglas Reis |
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Senadora por São Paulo, Marta Suplicy trocou o PT pelo PSB neste ano e será uma das lideranças |
A criação de uma nova legenda no Brasil está em vias de se concretizar nas próximas semanas. O Partido Popular Socialista (PPS) e o Partido Socialista Brasileiro (PSB) estão em tratativas avançadas para uma fusão, que manteria o número 40, do PSB, mas teria um novo nome – inicialmente a nomenclatura ‘Partido Socialista (PS)’ foi aventada, porém, ainda não há consenso quanto à denominação que a sigla realmente terá.
Uma convenção no dia 20 de junho, marcada para ocorrer em Brasília, pretende ratificar a formação da legenda, que será a quarta maior da Câmara Federal, com 43 deputados, atrás apenas do PMDB (67 parlamentares), PT (com 63) e PSDB (com 53). O PSB trará o maior número de deputados ao novo partido, com 32, e o PPS responde por 11. No Senado, o novo partido terá sete congressistas (seis do PSB e um do PPS). Nos estados, são três governadores do atual PSB (o PPS não elegeu nenhum em 2014), e no último pleito municipal, foram 434 prefeitos eleitos pelo PSB e outros 120 do PPS, somando 554.
No Estado de São Paulo, a senadora Marta Suplicy será uma das representantes e líderes do novo partido, depois de sair do PT e migrar para o PSB, no começo deste ano. Ela é pré-candidata à Prefeitura de São Paulo e já desponta como uma das lideranças da sigla.
Em Bauru, a fusão já é dada como certa. Os atuais presidentes do PPS e do PSB locais inclusive já alinhavaram como ficará o comando da legenda que será criada. A coluna ‘Entrelinhas’ adiantou as tratativas em Bauru, no mês passado. Arnaldo Ribeiro, que preside o PPS bauruense e é o atual chefe de Gabinete da prefeitura, ficará com a presidência da nova sigla, enquanto o vereador Paulo Eduardo de Souza, hoje presidente do PSB, vai responder pela bancada na Câmara Municipal, que terá ainda o vereador Moisés Rossi, do PPS.
Reunião
Em âmbito nacional, o principal foco de resistência para a fusão vem do PSB de Pernambuco. Outros segmentos da legenda, e a maior parte dos líderes do PPS, contudo, são favoráveis à junção. Enquanto aguarda a convenção nacional agendada para 20 de junho, em Bauru a movimentação ganhará força no dia 13 (um sábado), em reunião agendada para o período da manhã, na Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL).
Segundo o presidente local do PPS, Arnaldo Ribeiro, o convite para o encontro é extensivo aos filiados do PSB. “Por aqui a transição será bastante tranquila. A fusão é dada como praticamente certa em nível nacional, faltam poucos detalhes para concretizar. A expectativa é que seja consolidada nesta convecção do dia 20 em Brasília. Em Bauru, venho conversando sempre com o Paulo Eduardo e com outros membros do PSB, e essa reunião no dia 13 será possivelmente a última como PPS, mas eles também já serão convidados a participar e somar com a gente”, explica Ribeiro.
Com o prefeito
Tanto o PPS como o PSB fazem parte da base aliada do prefeito Rodrigo Agostinho (PMDB), e a ordem no nascimento da nova sigla é manter a afinidade com o Palácio das Cerejeiras. “Nas conversas que a gente tem com o comando estadual, e também aqui em Bauru, a intenção é seguir ao lado do prefeito e apoiar o candidato que vier do grupo do Rodrigo na eleição do ano que vem. O cenário para 2016 está aberto, mas esta é a proposta, estar ao lado do candidato do grupo atual”, salienta Arnaldo Ribeiro.