10 de julho de 2026
Esportes

Paschoalotto precisa derrotar Flamengo para forçar terceiro jogo

Wagner Teodoro
| Tempo de leitura: 4 min

Henrique Costa/Bauru Basket

Paschoalotto precisa derrotar Flamengo para forçar terceiro jogo e seguir vivo na briga pelo título do NBB7

Guerreiros em ação. O Paschoalotto/Bauru trava neste sábado (30) uma batalha decisiva para seguir vivo na briga pelo título do NBB7. A equipe joga sua sobrevivência no campeonato, a partir das 10h, no Ginásio Neuza Galetti, em Marília, na série final melhor de três partidas diante do Flamengo. Como perdeu o primeiro duelo do playoff, no Rio, somente a vitória mantém a equipe com chances de levantar seu quinto caneco na temporada e fechar um ciclo perfeito.


O cenário da “guerra” deve estar lotado, pois todos os 7 mil ingressos colocados à venda estão esgotados. Foram comercializados 1.000 ingressos na Internet, 2.000 em Marília, 4.000 em Bauru, sendo destes 800 para sócios-torcedores. O terceiro jogo da série, se necessário, ocorre novamente em Marília, no próximo sábado, no mesmo horário.


Diante do impacto da derrota por 22 pontos (91 a 69) e da forma atípica como o Paschoalotto se portou em quadra na abertura da série, o técnico Guerrinha afirma que o trabalho foi em função, principalmente, de recuperar o moral da equipe. “Fizemos algumas dinâmicas e uma reunião falando alguma coisa da parte tática e técnica, mas o objetivo principal era abordar fatores da parte de como iniciar o jogo”, comenta. “A melhor psicóloga é a vitória. Mas o grupo sabe que jogou certo taticamente, mas não foi bem tecnicamente, não produziu. E o outro time foi produzindo e foi gerando ansiedade, que atrapalhou no final”, analisa.


Na avaliação do treinador, faltou na primeira partida da final exatamente uma característica que foi determinante na excelente temporada que o Paschoalotto faz. “O time ficou fraco mentalmente. E a grande virtude desta temporada foi ter força mental para estar, por exemplo, 15 pontos atrás e voltar para o jogo”, aponta. “A equipe nesta partida não conseguiu. Precisamos ser mais fortes mentalmente, nos fortalecer dentro do jogo”, receita Guerrinha, para um outro desfecho na segunda partida da série.


O elenco está consciente de que nova postura é imprescindível para reverter o quadro. “O processo de recuperação mental já começou no vestiário da HSBC Arena. Nossa equipe é muito experiente e não se deixou abalar pelo resultado do jogo um”, garante o armador Ricardo Fischer. “Temos que começar a partida de uma forma diferente, ter mais intensidade e igualar fisicamente com o Flamengo. Conversamos bastante, ajustamos alguns detalhes para melhorar tanto ofensiva quanto defensivamente e o principal é ir para o jogo confiante”, considera.


Sem abalo por pressão pela vitória


Experiente, o elenco do Paschoalotto/Bauru não se mostra abalado com a pressão pela vitória obrigatória. “Em todos os campeonatos que disputamos na temporada enfrentamos vários momentos desse jeito, quando não podíamos perder, inclusive na última série contra Mogi. Temos que mostrar novamente a força da nossa recuperação. Não precisamos provar para ninguém do que somos capazes”, observa o pivô Murilo, que sofreu uma torção no tornozelo esquerdo no primeiro jogo da final, mas vai para o jogo mesmo assim. “Não estou 100%, mas não tem essa de dor, de lesão. A hora que acabar o campeonato eu me recupero. Se eu tivesse essa lesão durante a fase de classificação eu ficaria de fora por dez dias, porém final é final”, garante, em declaração ao site da Liga Nacional de basquete. A partida decisiva terá transmissão ao vivo da Webrádio Jornada Esportiva/Auri Verde e dos canais SporTV e Rede Globo.


Quase em casa


O Paschoalotto teve dois dias para treinar no Ginásio Neuza Galetti, em Marília. Não é o ideal para disputar um jogo decisivo, onde as referências para arremessar serão fundamentais. “Não tem como eu lhe falar que estamos nos sentindo em casa, porque não estamos. Está longe do ambiente que teve nos quintos jogos das séries anteriores (Franca e Mogi). Mas é força do regulamento e, infelizmente, não temos um ginásio com capacidade”, lamenta Guerrinha. Porém, mesmo sentindo falta do Ginásio Panela de Pressão, o time pretende se impor. “Trabalhamos a temporada toda para ter essa vantagem do mando a favor na decisão, o Flamengo ganhou o jogo em que era mandante e agora temos tudo para buscar os triunfos nas duas partidas como mandantes”, acredita Fischer.


Entradas e interdições


Diante do grande contingente de torcedores que deve chegar ao ginásio mariliense para a final, os quarteirões em frente ao local, na Avenida Santo Antônio e Rua Borba Gato, terão trânsito interditado. A entrada dos torcedores bauruenses será por dois acessos: pelo estacionamento e pela Avenida Santo Antônio, pelos portões principais. Já a entrada dos flamenguistas será pela Rua Borba Gato.