10 de julho de 2026
Geral

Brasil perde espaço no ranking dos 50 melhores restaurantes do mundo

Por Patrícia Ferraz | Estadão Conteúdo
| Tempo de leitura: 2 min

A lista dos 50 melhores restaurantes do mundo da revista inglesa Restaurant foi anunciada nesta segunda-feira (1), em Londres. O catalão El Celler de Can Roca voltou ao pódio, repetindo posição alcançada em 2013. O restaurante dos irmãos Josep, Joan e Jordi Roca desbancou o dinamarquês Noma, campeão do ano passado e primeiro no ranking mundial por quatro anos.

Divulgação

Sobremesa no D.O.M.: sorvete de whisky, torta de castanha, calda de chocolate picante, rúcula selvagem e curry

A casa do dinamarquês René Redzepi caiu para o terceiro lugar. O segundo colocado foi a Osteria Francescana, do italiano Massimo Bottura. São os mesmos três primeiros colocados no ano passado, em diferentes posições.

O Brasil saiu perdendo. Manteve dois restaurantes entre os melhores do mundo, o D.O.M, de Alex Atala, e o Maní, de Helena Rizzo e Daniel Redondo, mas ambos caíram. O D.O.M baixou de 7.º para 9.º e o Maní caiu da 36.ª para a 41.ª posição.

Por uma década, o D.O.M foi o latino-americano em melhor posição na lista - por cinco anos, esteve entre os cinco melhores do mundo. Desta vez, a melhor posição latino-americana foi do peruano Central, eleito também o melhor da América do Sul. O restaurante de Pia Leon e Virgílio Martinez, em Lima, pulou de 15.º para 4.º, escalada semelhante à do D.O.M de 2010 para 2011 (de 18.º para 7.º).

Alex Atala não foi à festa e Helena Rizzo também não - o Maní foi representado pelo outro chef da casa, seu sócio e ex-marido Daniel Redondo. Os franceses Alain Ducasse (49.º), Pascal Barbot (36.º) e Alain Passard (12.º), o peruano Gastón Acúrio e o inglês Heston Blumenthal também não compareceram.

Pela primeira vez, houve um empate - na 42.ª posição, entre o Tickets, de Albert Adrià, irmão de Ferran, eleito também o melhor confeiteiro; e Boragó, do chileno Rodolfo Guzman.