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João Rosan |
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Os reparos do DAE na adutora rompida foram executados ao longo de toda a sexta-feira |
Bairros cujo o abastecimento depende do Rio Batalha sofreram com a falta d’água ontem. Até 38% da população pode ter sido afetada. O problema foi provocado pelo rompimento novamente de adutora de 18 polegadas (cerca de 45 centímetro de diâmetro), que liga a Estação de Tratamento de Água (ETA) a várias regiões da cidade.
Os reparos efetuados pelo DAE começaram na manhã dessa sexta-feira e foram concluídos à noite, quando a rede foi religada. A expectativa, contudo, era de que o fornecimento de água só seria normalizado integralmente no início deste sábado.
Podem ter sido prejudicados moradores de bairros como o Terra Branca, Vila Independência, Vila Falcão, Jardim Ouro Verde, Jardim Aeroporto, Jardim América, Altos da Cidade, Centro, Vila Cardia, Santa Cândida, Vila Dutra, Vila Industrial e Jardim Bela Vista.
A autarquia pontua que são menores as chances de prejuízos em situações como esta quando os imóveis possuem caixas d’água para suprir a demanda de 24 horas diária de consumo, conforme recomenda a norma técnica que regulamente o assunto.
No fim da tarde desta sexta-feira, o presidente do DAE, Giasone Cândia, alegou que foram poucos os registros de reclamação recebidos durante o dia, com apenas uma solicitação de caminhão-pipa. “Mas a gente sabe que a situação se complica à noite, quando o pessoal começa a chegar em casa e o consumo aumenta”.
DE NOVO
O rompimento da adutora se deu na avenida Comendador José da Silva Martha, próximo à linha férrea. Na última quarta-feira, problema idêntico havia ocorrido na região, “campeã” nas rupturas de rede de água.
Giasone Cândia admite que esses problemas são recorrentes no local, mas afirma que a solução definitiva seria a troca de toda a tubulação. “Está nos projetos do prefeito [Rodrigo Agostinho], mas é uma obra que custa muito caro e não temos dinheiro”.
Atualmente, os consertos são feitos por meio de solda, muitas vezes, unindo encanamentos com materiais diferentes. A não espera do tempo adequado para a maturação dos remendos –a fim de garantir a normalização do abastecimento com mais agilidade – também é prejudicial.
A ausência de controle de pressão na rede de água é outro fator que torna as adutoras mais vulneráveis.