Garantir a liberdade do ser frente a um Estado laico, negligenciador dos direitos adquiridos e conquistados, é buscar uma ideologia ausente do ideal, perecível aos propósitos engajadores coletivos. Vemos várias instituições, tanto públicas, quanto privadas, tutoras de suas crenças religiosas, garantirem à sociedade a necessária autonomia, evitando a lesiva cizania no meio social. A educação deve ser aplicada a todos de maneira equivalente e sem diferenças, partindo do princípio de desenvolver seres pensantes e capazes de alcançarem suas subjetividades, dentro do contexto humanizador, havendo como vetor maior a imperiosa liberdade.
Vivemos em um mundo de diversidade em todos os sentidos e presenciamos a omissão do poder público no exercício de suas tarefas e, por vezes, a repressão por parte de querer ser o outro. Na verdade, é a amputação social massificadora. Partindo do princípio, respeito e amor, este, sim, componente apto ao contexto laico, seria o elo entre sustentar os direitos e praticar os deveres. O Estado deve garantir aos seus filhos a oportunidade de igualdade, por ser um povo historicamente heroico e que com brados retumbantes, conquistador de sua liberdade.
Luciana Araújo, acadêmica
de pedagogia