Gostaria de parabenizar a jornalista Ana Paula Pessoto pela brilhante reportagem sobre os monumentos que retratam a vida e obra de personalidades de nossa cidade.
Infelizmente, um desse monumento chamou-me a atenção, aliás, atenção esta a que se faz já há algum tempo, e não relatada aqui anteriormente por não ser oportuna, o que vem ao encontro agora com esta reportagem.
Pois bem trata-se do monumento aos ex-combatentes, que foi erguido para homenagear bauruenses que tombaram no front em 1932, e que foi feita pelo engenheiro Heitor de Andrada Campos, inaugurado em 1936. Lemos na reportagem que tal monumento é "itinerante", o que, ao meu ver, jamais deveria ter saído de um dos lugares ao qual passou, ou seja, a praça Nove de Julho, onde fica a Instituição Toledo de Ensino (ITE).
É inadmissível ver um monumento de tal importância histórica, não só para a população de Bauru, e quem sabe também para o País, instalado em frente ao Cemitério da Saudade. Não se justifica esta instalação! E, ademais, este monumento está prestes a se tornar um octogenário em 2016: será que a administração irá lembrar dele?
Fica aqui registrada a minha indignação e meu repúdio por mais este desleixo de uma administração que não se preocupa (também) com a história de uma cidade que é um dos cenários nacionais. Atenciosamente
l Cleuder Tadeu da Graça Leite
PROCURA-SE UM AMIGO
Procura-se um amigo. Não precisa ser homem ou mulher, basta ser humano. Basta ter sentimentos, basta ter coração. Precisa saber falar e calar, sobretudo saber ouvir. Tem que gostar de poesia, de madrugada e das canções da brisa.
Deve ter um grande amor por alguém, ou então sentir falta de não ter esse amor. Deve guardar segredo sem se sacrificar. Não é preciso que seja de primeira mão, nem é imprescindível que seja de segunda.
Pode até já ter sido enganado, pois todos os amigos são enganados. Não é preciso que seja puro, nem que seja de todo impuro... mas não deve ser vulgar.Seu principal objetivo deve ser o de amigo. Deve sentir pena das pessoas tristes e compreender o imenso vazio dos solitários. Deve gostar de crianças, e lastimar as que não puderam nascer.
Procura-se um amigo para gostar dos mesmos gostos. Que se comova quando chamado de amigo, que saiba conversar de coisas simples, de orvalho, de grandes chuvas, das recordações da infância.
Precisa-se de um amigo para não enlouquecer, para contar o que viu de belo e triste durante o dia, dos anseios e das realizações, dos sonhos e da realidade.
Deve gostar de ruas desertas, de poças de água e caminhos molhados de beira de estrada. Do mato, depois da chuva, de se deitar no capim. Precisa-se de um amigo que diga que vale a pena viver. Não porque a vida é bela, mas porque já se tem um amigo. Precisa-se de um amigo para se parar de chorar, para não se viver debruçado no passado em busca de memórias perdidas. Que bata nos ombros, rindo ou chorando, mas que nos chame de amigo.
Precisa-se de um amigo "para se ter consciência de que ainda se vive!".
l Luiz Carlos Pasquarelo
Redução da maioridade penal
Atualmente ouvimos, com muita frequência, nas mídias, sobre a possibilidade da redução da maioridade penal. Tal fato é extremamente preocupante, porém, muito positivo, em meu ponto de vista. Acredito que a redução da maioridade já poderia ser aceita há anos, pois se o "menor" tem a consciência para comentar o crime, ele tem que ter consciência para respondê-lo e se justificar perante a lei.
Qual tipo de punição o governo deveria tomar ? Cabe ao governo punir o infrator, mantendo-o preso, para que ele possa entender o fato, por ele realizado, não estar certo e que agora ele iria pagar pelos seus erros. Sou totalmente a favor e aprovo que a lei reduza para os 16 anos, em vez de 18. "Jovem demais para brincar, criança demais para arrumar a bagunça".
Ana Júlia Falsetti Nascimento Chaves