Em cima do muro, a placa diz “Atenção, jogue aqui seu reciclável”! Sim, é isso mesmo. É por cima do muro que os moradores do bairro Jardim Terra Branca, em Bauru, contribuem com a entrega de recicláveis na Comunidade Cristã, Vida e Paz.
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Quioshi Goto |
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No Jd. Terra Branca, instituição adota serviço inusitado de coleta de materiais |
Há três anos, a instituição – que trata de dependentes químicos - mantém um serviço de recolha de recicláveis na casa dos moradores do bairro. Com uma Kombi, eles buscam os materiais toda segunda-feira nas residências. Contudo, como muitas vezes os moradores não estavam nos imóveis, surgiu a ideia de criar algo mais prático. Há cerca de um ano e meio, implantaram esse sistema de recebimento, bastante inusitado, que passou a chamar a atenção de quem passa pelo local.
“Nós decidimos fazer isso para se tornar mais prático aos moradores, que, às vezes, não tem tempo ou não estavam na residência no dia da coleta. Então, encontramos uma forma mais fácil para não perder os recicláveis”, conta o pastor Carlos Augusto Rezende Hoskel, responsável pela entidade.
De acordo com o pastor, o número de pessoas que aderiram ao sistema “jogue pelo muro” é importante, mas ainda é pequeno diante da quantidade de arrecadação na coleta de casa em casa.
Só reciclável
A ideia inovadora só poderia trazer benefícios. Isso se não fosse a falta de educação e conscientização de algumas pessoas. Se por um lado facilitou a vida dos moradores do bairro e ajudou a dar melhor destinação aos materiais recicláveis, acabou trazendo um novo problema para a instituição.
“Algumas pessoas começaram a jogar lixo no local ou então recicláveis misturados com lixo orgânico. No ano passado, nós,inclusive,precisamos colocar um aviso de que recebemos apenas materiais recicláveis como ferro, papelão, plástico, latinhas de alumínio. Porque estava virando um lixão aqui. Jogavam até cadeira quebrada. Até que as pessoas se conscientizaram”, enfatizou Carlos Augusto.
Vira dinheiro
Com o dinheiro de recicláveis recolhidos ou jogados pelo muro, a instituição consegue cobrir alguns custos fixos, já que, com o volume de materiais arrecadados, é possível arrecadar entre R$ 600,00 e R$ 700,00 por mês.
“Além de nos ajudar financeiramente, acho importante porque conseguimos ter um vínculo também com a comunidade aqui do bairro. Acompanhados de monitores, os dependentes químicos também auxiliam neste trabalho, que, para eles, funciona como terapia”, diz Carlos Augusto.
Por conta do custo da coleta casa a casa, o trabalho de recolha da entidade é restrito ao Jardim Terra Branca. Mas quem não for morador do bairro e quiser doar os recicláveis tem a opção de “jogar pelo muro” Na Comunidade Cristã, Vida e Paz.
Serviço
A entidade fica na rua México, quadra 8, sem número, Jardim Terra Branca. Mais informações pelo telefone (14) 3276-1615.