08 de julho de 2026
Geral

População reclama de cruzamento

Ana Borges
| Tempo de leitura: 3 min

Motorista não sabe se avança ou espera. Uma verdadeira confusão. Mesmo com a faixa de pedestre, quem está na calçada analisa uma boa estratégia para atravessar a rua em segurança, o que se torna um desafio ainda maior nos horários de pico. Essa é a realidade de quem precisa passar diariamente pelo cruzamento da rua Sebastião Pregnolato com a Orlando Ranieri, no Jardim Auri Verde, região do Jardim Marambá, em Bauru. 

 

No local, também há uma escola, o que faz com que o fluxo de carros e pedestres dobre nos horários de entrada e saída das aulas e aumente o perigo. 

 

Por volta do meio-dia, a reportagem esteve no local e constatou a confusão dos motoristas e o perigo do cruzamento. Enquanto a equipe olhava para um lado para atravessar a avenida Orlando Ranieri, carros também vinham no outro sentido da via e também da Sebastião Pregnolato.

 

Maria Moraes tem duas netas que estudam na escola, uma de 9 anos e outra de 7 anos.  Mesmo morando em um prédio a poucos metros dali, ela se reveza com a outra avó para busca-lás todos os dias. “Não tem a menor condição delas atravessarem sozinhas, até para nós é perigoso. Aqui, a atenção tem que ser redobrada. Tem dias que levamos quase cinco minutos para conseguir atravessar. Um semáforo ajudaria muito”, conta.

 

Diante dessa situação de risco, o diretor da escola Sidnei Marchiori afirma já ter encaminhado, pelo menos, sete ofícios diferentes para a Empresa Municipal de Desenvolvimento Urbano de Bauru (Emdurb) pedindo melhorias. 

 

No último, protocolado no dia 11 de abril de 2014, solicitou a implantação de um semáforo, mas teve o pedido negado. Em resposta, a empresa alegou que o número de veículos é inferior ao critério exigido pelo manual do Departamento Nacional de Trânsito (Denatran).  

 

“É complicado, porque nós temos um entroncamento, onde vêm carros dos três lados. A via é larga e difícil para atravessar, principalmente para as crianças e os idosos. O número de carros aumentou depois da implantação da avenida Água Comprida. Acredito que, mesmo que não atenda a uma norma, o problema existe e precisa de uma solução. Minha maior preocupação é com o pedestre, que está mais exposto ao risco”, destaca. 

 

Outras reivindicações

 

Apesar das negativas, Sidnei Marchiori já teve outros pedidos atendidos, como a inserção de faixa amarela em horários de pico na rua Sebastião Pregnolato, mas, por falta de conscientização e fiscalização, motoristas desrespeitam a lei. 

 

Em relação a ter agentes de trânsito no local, a Emdurb descartou a hipótese por não ter um número de funcionários suficiente para atender a essa demanda. 

 

A implantação da faixa de pedestre e a sinalização de solo também foram solicitadas pelo diretor da escola e por moradores que foram atendidos. Porém, segundo eles, não foi suficiente para deixar a sinalização eficiente no cruzamento. 

 

Maria Bicudo, que é moradora do bairro, diz já ter presenciado várias colisões. Para ela, a placa de parada obrigatória não fica bem visível aos motoristas e a sinalização de solo também é insuficiente. 

 

Ela ainda enfatiza que o semáforo seria o ideal para deixar o ponto menos crítico para pedestres e motoristas. 

 

E agora?

 

 Em nota, a assessoria de imprensa da Emdurb afirmou que todos os cruzamentos são minuciosamente estudados para a elaboração do projeto de implantação. 

 

Segundo pesquisa realizada pela própria empresa, o cruzamento da avenida Orlando Ranieri com rua Sebastião Pregnolato ainda não atende aos critérios do manual de semáforos do Denatran, não sendo possível a implantação de equipamento. Contudo, a empresa municipal promete continuar monitorando o local. Quanto ao posicionamento da placa de Pare, a Emdurb analisará o caso e verificará a necessidade de reforço na sinalização.