Uma vida de 93 anos e muitas histórias e personagens imortalizados no cinema, colecionando fãs pelo mundo todo. Esse foi o legado deixado pelo ator inglês Christopher Lee, que morreu após ficar três semanas internado em um hospital de Londres, na Inglaterra, para se tratar de insuficiência cardíaca e respiratória. De acordo com a imprensa inglesa, Lee morreu no domingo (7), mas a esposa optou por adiar o anúncio da morte porque queria, antes, avisar os familiares. Christopher Lee deixa órfãos milhões de fãs das sagas de “O Senhor dos Anéis”, “Hobbit” e “Star Wars”.
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Divulgação |
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Saruman, personagem interpretado por Sir Christopher Lee em "O Senhor dos Anéis" e "Hobbit" |
“O que realmente importa na vida é o que se faz com o tempo que nos é dado”, uma das frases mais célebres da trilogia do Anel resume bem o que foi a vida de Christopher Lee.
Dentre seus principais trabalhos destacaram-se "A maldição de Frankenstein" (1957), o seu Drácula em "O vampiro da noite" (1958), "A múmia" (1959) e "Sherlock Holmes" (1962). Fez o papel de Drácula em filmes lançados nos anos 1960 e 1970. Interpretou o vilão Scaramanga em "007 - Contra o homem com a pistola de ouro" (1974).
Ídolo da “Geração Nerd”
Nos últimos 15 anos, Christopher Lee conquistou novos fãs no mundo todo, sobretudo jovens, vivendo o mago Saruman em "O senhor dos anéis" e na trilogia de “Hobbit”, além de empunhar um sabre de luz contra os clones em "Star Wars” (Guerra nas Estrelas).
Trabalhou ainda com o cineasta Tim Burton, como "A lenda do cavaleiro sem cabeça" (1999), o remake de "A fantástica fábrica de chocolate" (2005), na pele do pai de Johnny Depp, e "Sombras da noite" (2012). Lee também dublou vários filmes, graças ao reconhecimento de sua voz grave e marcante no cinema. Deu voz a personagens de longas como "A noiva cadáver" (2005) e "Alice no país das maravilhas" (2010).
Cavaleiro
Christopher Lee foi condecorado em 2011 pela Coroa Britânica como Comandante da Ordem do Império Britânico por seus serviços como ator. Em 2009, outro título, o de “Sir”, nomeado como Cavaleiro pela rainha Elizabeth II por seus serviços como ator e filantropo.