08 de julho de 2026
Tribuna do Leitor

Parada Gay 2015


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As manifestações populares são instrumentos válidos para externar os mais diversos anseios, sejam eles políticos, religiosos, econômicos etc, assim como ocorreu com a famosa "Parada Gay", realizada na Capital paulista no último domingo. Como de costume, muitos foram os comentários a favor ou contra as posturas adotadas para chamar a atenção da sociedade e, principalmente, da mídia, como foi o caso da crucificação de uma transexual, uma apologia ao martírio cristão.
Uns chamam de falta de respeito, outros de excesso de conduta, condenando veementemente a postura adotada, elevando em tom moral que não tem nada contra o grupo LGBT, mas recrimina as ofensas provocativas aos guardiões dos bons costumes e das famílias brasileiras. Ocorre que liberdade de expressão não tem medida certa ou forma adequada, ela vai no âmago daquilo que mais marca como forma de quebrar as correntes do preconceito simplesmente com a força dos próprios braços, uma tarefa árdua ainda nos dia de hoje.
Esperar uma forma simplória de manifestação de um grupo secularmente marginalizado, independente da camada social, é uma utopia dos que acreditam no progresso social sem investimentos adequados, comprometimento político, diálogo com as minorias e principalmente o direito de inclusão, de apenas poder participar da sociedade como qualquer outro cidadão.

Frederico Alberto ?

Bacharel em Direto