Ao vivo e com gosto de estreia: o Mercado de Peixe se apresenta no Sesc Itaquera, em São Paulo, neste 14 de junho, domingo, a partir das 15h. Com entrada gratuita, o grupo formado em Bauru mostra pela primeira vez músicas do disco “Água da Faca”, previsto para ser lançado agora em agosto.
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Divulgação |
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Sexteto formado em Bauru há quase 20 anos volta com show em São Paulo e álbum ‘Água na Faca’: ‘pós-caipira’ pesado, pulsante e caprichado |
“Água da Faca” retoma referências de black setentista, psicodelia nordestina e cultura caipira, e amplia o leque para os afrofuturismos e referências indígenas, latinas, balcânicas e orientais, informa a banda.
O sexteto paulista (que também já contou com Ricardo Fela) ficou conhecido como referência de “pós-caipira” pela fusão de referências do interior e da cultura pop.
As 12 músicas do disco surgiram após os seis integrantes passarem três temporadas em um sítio de Piratininga, a 15 km de Bauru, entre 2014 e 2015. No refúgio, eles compuseram e fizeram os arranjos de base para as músicas.
Em seguida, o álbum foi gravado em São Paulo, Bauru e São Carlos, com produção de Fernando TRZ.
A mixagem é de Pipo Pegoraro e a masterização de Guilherme Destro.
“Água da Faca” tem participações especiais de Tika e Kika (backing vocal), Saulo Duarte (vocal e guitarra), Junião (percussão), Rômulo Nardes (percussionista da banda Bixiga 70) e de Pipo (charango, um instrumento latino semelhante ao cavaquinho). “Água da Faca” foi realizado com o apoio do Governo do Estado de São Paulo, por meio do Programa de Ação Cultural 2014 (Proac), da Secretaria de Estado da Cultura.
Espaço e existência
“Nunca havíamos tido a chance de gravar em estúdio profissional, com estrutura. Sempre fomos lo-fi por uma questão estética, mas também por falta de opção. Pelo fato de trabalharmos a partir de referências de música brasileira e cultura popular, muitas vezes éramos excluídos tanto pela galera mais tradicionalista quanto pelos roqueiros e por quem curte pop e eletrônica, que também são referências para gente. O lado bom disso é que alcançamos uma sonoridade única”, afirma o músico e produtor Fernando TRZ.
“No ‘Água da Faca’, exploramos temáticas adultas, existenciais, como a passagem do tempo, o ciclo da vida, o envelhecimento, o misticismo, além das questões sociais e ecológicas que já haviam aparecido em nossos trabalhamos anteriores. Nos desafiamos a não impor nenhum limite”, completa o baixista Fabiano Alcântara.
Era uma vez, 1996
Formado em em Bauru, MDP surgiu em 1996 como grupo que se dedicava à música brasileira e à cultura popular, por isso, o nome de seu selo independente é Samacô (samba, maracatu e coco). No começo dos anos 2000, passou a pesquisar a cultura caipira e a incorporar viola, acordeon e as temáticas interioranas ao som.
“Água da Faca” é o oitavo lançamento do grupo. Todos os discos saíram pelo selo independente Samacô Records.
Agenda e novo som
MDP toca em 15-8 no Teatro Municipal de Bauru – e em 16-8 (data atualizada) na praça do Turista em Piratininga. Nova música “Trilogia Incaipira”: https://soundcloud.com/mercado-de-peixe/trilogia-incaipira