08 de julho de 2026
Regional

Falta de água gera bate-boca entre prefeito e vereador


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 Depois de uma discussão com o presidente da Câmara de Borebi (45 quilômetros de Bauru), João Lima de Souza (PSDB), o prefeito Manoel Frias Filho (PR), o Mané Filho, foi parar no hospital com a pressão alta. O desentendimento teria sido provocado por conta da crise hídrica que assola o município, já que 70% dos moradores estão com as torneiras secas desde a última segunda-feira.

 

Para amenizar a situação, algumas prefeituras da região chegaram a fornecer caminhões-pipa. Os veículos vieram de Agudos, Lençóis Paulista e Macatuba e distribuíram água para a população. De acordo com o assessor jurídico da Prefeitura de Borebi, Guilherme Joner, a bomba queimada de um dos dois únicos poços artesianos que abastecem Borebi já foi desenterrada da lama.

 

No entanto, a mesma empresa que auxiliou a prefeitura no procedimento constatou que o poço não pode mais ser explorado. Diante disso,  a construção de um novo poço é mais do que necessária. Para tanto, a prefeitura contará com a ajuda do Departamento de Águas e Energia Elétrica (Daee), que deverá agilizar a documentação e conceder autorização para nova perfuração até, no máximo, a próxima segunda-feira.

 

Portanto, a prefeitura já entrou em contato com empresas da área para orçar o serviço. Os preços seriam entregues até o fim da tarde de ontem. Depois, o Executivo escolherá o valor mais vantajoso e fará um contrato emergencial. Caso tudo caminhe dentro do planejado, a expectativa é de que a população tenha água dentro de cinco dias, contados a partir da próxima segunda-feira. Enquanto isso, os moradores terão acesso a caminhões-pipa.

 

O desentendimento entre o presidente da Câmara e o prefeito foi parar na delegacia. Na tarde de ontem, João Lima de Souza registrou um boletim de ocorrência (BO) contra Mané Filho. No documento, consta que Souza se encontrou com um sobrinho do chefe do Executivo, anteontem à noite, e os dois conversaram sobre a falta d’água que assola o município. No dia seguinte, Mané agendou uma reunião com Souza.

 

No encontro, o prefeito teria aparecido na companhia do filho e outras pessoas. O vereador pediu para que Mané utilizasse a tribuna, porque pensou que o prefeito trataria da falta d’água. No entanto, o chefe do Executivo teria dito que retiraria os caminhões-pipa, porque o presidente da Casa estaria falando mal dele. Quando Souza tentou se defender, Mané teria tentado agredi-lo, mas foi contido por testemunhas. No BO, consta que o prefeito teria dito: “Vou mandar as pessoas irem buscar água na sua casa, pois você mora em uma chácara, e depois vou te pegar e matar, me aguarde”. Depois, Mané teria sido convencido a se retirar após a chegada da PM. O JC tentou entrar em contato com o prefeito, que não atendeu as ligações, mas o assessor jurídico adiantou que Mané anda nervoso por conta da crise hídrica.