Quero aqui deixar registrada minha indignação frente à falta de respeito e de um mínimo de humanidade com que eu e meu filho fomos tratados no Pronto Atendimento do São Lucas (situado na Rua Manoel Bento Cruz, Bauru), na sexta-feira, dia 05/06/2015, à noite.
Pois bem... Mediante um quadro gripal persistente em meu filho, segui com ele para o PA. Chegando lá, após passar pela triagem, aguardamos em torno de meia hora, até o médico chamar e constatar, após exame clínico, que se tratava mesmo de uma gripe forte, receitou uma injeção de Dipirona com Decadron (a ser tomada ali mesmo) e uma medicação para tomar em casa.
Após longas duas horas, a injeção foi aplicada. Em seguida, despedimo-nos e tentamos sair. Porém, meu filho relatou que a dor da injeção estava muito forte, precisando se apoiar em mim, para nos dirigirmos à rua. Chegando na porta, ele desmaiou. Um paciente que estava lá fora me ajudou a apoiá-lo e levá-lo para dentro novamente... Um outro paciente que nos viu "arrastando-o", correu pegar uma cadeira de rodas; o colocamos sentado, recobrou a consciência e começou a vomitar. Uma das recepcionistas me disse do balcão que podia deixá-lo vomitar ali, à vontade; um enfermeiro passou e perguntou: "Ele passou mal com a medicação? O que ele tomou?" E após minha resposta, rebateu: "Ah, dipirona com decadron cai mesmo a pressão!" E se dirigiu para dentro novamente.
Após isso, quarenta minutos se passaram e nós dois ali, naquela sala de espera, entre as cadeiras dos pacientes que aguardavam atendimento e o balcão da recepção... Enfermeiros passavam de um lado para o outro, se desviando da cadeira e do vômito no chão; pessoas entrando e saindo; janta de funcionário chegando; num dado momento as duas recepcionistas (uma loira e outra morena) tiveram uma crise de riso, misturada com gritinhos, pelo que me pareceu por algo que tinha caído no chão ou coisa parecida e ninguém... pasmem, ninguém ofereceu para levar meu filho para deitar, medir uma pressão ou chamar um médico para avaliá-lo e dizer se tinha ou não condições de voltar para casa... Ficamos ali, ao "Deus dará", invisíveis, impotentes.
Quando, enfim, perguntei ao meu filho se ele se achava em condições de ir embora, ele disse que sim, mas que estava inseguro para ficar em pé. Como o carro estava longe, perguntei para o guarda se ele levava a cadeira com meu filho até a porta do carro.
Com a resposta positiva dele, dei volta no quarteirão, parei na frente e o guarda o trouxe pra mim! Agora, eu pergunto: Eu estou louca ou fui negligenciada em meus direitos enquanto ser humano, num momento em que estávamos tão fragilizados? Esse procedimento, ou a falta dele, está correto?
Preciso dessa resposta.
Adriana Cristina Caetano Rodrigues Leonardo