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Câmara de Botucatu |
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A vereadora Rose Ielo pediu para que o MP apure suposto desaparecimento de caldeira a vapor
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O Ministério Público (MP) instaurou um procedimento para apurar o suposto desaparecimento de uma caldeira a vapor que custou R$ 50 mil aos cofres públicos de Botucatu (100 quilômetros de Bauru). Inclusive, o órgão solicitou informações à prefeitura, que terá 30 dias para responder, contados a partir do momento em que receber o ofício. Há oito meses, o Legislativo também pediu esclarecimentos, mas não obteve retorno.
De acordo com informações da assessoria de imprensa da Câmara de Botucatu, na sessão de anteontem, a vereadora Rose Ielo (PT) apresentou um requerimento que solicita que a promotoria analise um apontamento do Tribunal de Contas de São Paulo sobre o desaparecimento de uma caldeira a vapor. O pedido foi aprovado por unanimidade pelos vereadores.
O documento, que foi encaminhado ao promotor Paulo Sérgio Abujamra, pede para que seja analisada a possibilidade de instaurar um inquérito civil público ou criminal para apurar possíveis irregularidades cometidas pelo Executivo, já que o equipamento teria sido adquirido com dinheiro público. No requerimento, consta também que, há oito meses, o Legislativo já solicitou informações à prefeitura, que ainda não teria respondido.
Esclarecimentos
O JC ligou diversas vezes para a vereadora responsável pelo documento, mas ela não atendeu nem retornou as ligações. Já o promotor Paulo Sérgio Abujamra esclarece que não instaurou um inquérito, porque aguarda as informações por parte da prefeitura. Todavia, ele adianta que, caso uma possível investigação comprove que houve alguma irregularidade, os funcionários diretamente responsáveis pelo equipamento seriam punidos, não o prefeito.
Em nota, a assessoria de imprensa da prefeitura alega que a caldeira não sumiu. O equipamento foi encaminhado para restauração em Sorocaba, no Interior de São Paulo, já que agora pertence ao município. A intenção é dar visibilidade ao objeto, que simboliza uma parte da história da cidade. Ele é fruto de pagamento de uma dívida tributária de uma empresa de processamento em couro e foi avaliado por um representante judicial em R$ 50 mil.