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Neide Carlos |
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Rodovia Marechal Rondon, no trecho de Bauru |
O reajuste nas tarifas de pedágio das rodovias estaduais de São Paulo concedidas à iniciativa privada será definido na segunda-feira (29), pelo governo estadual. As novas tarifas devem vigorar a partir da zero hora de 1º de julho, conforme prevê o contrato do governo estadual com as concessionárias. O Estado tem 143 praças de pedágio, a maioria com cobrança nos dois sentidos.
Ao contrário do ano passado, quando o aumento médio de 5,29% ficou um pouco abaixo da inflação, este ano o reajuste deve ser pelo menos igual ao Ãndice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que em maio estava em 8,47%. As concessionárias pressionam o governo para repor a diferença perdida no Ãndice de 2014, um ano de eleições estaduais.
A Agência de Transporte do Estado de São Paulo (Artesp) informou que o Ãndice será definido pelo governador Geraldo Alckmin (PSDB) após reuniões com as comissões técnicas do setor. A maioria das 19 concessionárias de rodovias tem o reajuste pelo IPCA, mas os contratos mais antigos são regidos pelo Ãndice de Preços do Mercado (IGP-M). Em maio, o IGP-M acumulado foi de 5 97%. No ano passado, houve variação no porcentual conforme a praça de pedágio, em razão dos arredondamentos na tarifa. O reajuste efetivo oscilou entre 3,45% e 8,57%.
Em São Paulo, a suspensão da cobrança por eixo suspenso dos caminhões determinada pelo governo federal após a greve dos caminhoneiros não entrou em vigor. Dessa forma, não houve influência da medida na receita das concessionárias com os pedágios, como ocorreu nas rodovias federais. As principais rodovias do Estado de São Paulo têm cobrança de pedágio. A malha concedida à iniciativa privada totaliza 6,5 mil quilômetros.