08 de julho de 2026
Polícia

Denúncia de pássaros em cativeiro gera apreensão de drogas

Marcele Tonelli
| Tempo de leitura: 2 min

Uma denúncia anônima de pássaros em cativeiro terminou com um ponto de tráfico de drogas desmantelado, nessa sexta-feira (3) à tarde, no Núcleo Habitacional Octávio Rasi, em Bauru.


Ao chegar ao local alvo da denúncia, uma casa na quadra 3 da rua Breno Pinheiro Machado, a equipe da Polícia Ambiental flagrou duas gaiolas pequenas contendo dois canários-da-terra, que são aves silvestres e, portanto, dependem de licença de órgãos ambientais para serem criados em cativeiro.


Mateus da Silva Ribeiro, de 47 anos, teria demonstrado nervosismo na presença dos policiais, inclusive, tentando soltar os animais para evitar que a equipe permanecesse no local e realizasse outras vistorias.


Armas e drogas


A atitude fez com que os policiais desconfiassem ainda mais da situação e iniciassem buscas no interior da casa.   Em um dos cômodos, foram encontrados cerca de 4 quilos de maconha, que estavam escondidos debaixo de gavetas de um guarda-roupa. A droga estava distribuída em tabletes e papelotes prontos para a venda.


No mesmo cômodo, atrás do guarda-roupa, estavam enroladas em um cobertor duas pistolas 9 milímetros. O acusado não possuía a documentação das armas e nem a autorização em relação aos animais.


Tumulto e prisão


A Polícia Ambiental também chegou a acionar o apoio da Polícia Militar urbana no local por conta de um tumulto que se formou na rua durante as apreensões.


O acusado recebeu voz de prisão por tráfico de entorpecentes e foi conduzido à Central de Polícia Judiciária (CPJ), onde teve a prisão ratificada. Ele foi conduzido para a Cadeia Pública de Avaí.


Além do tráfico, Ribeiro também responderá por posse ilegal de arma de fogo e pelo crime ambiental, que teve autuação lavrada em R$ 1 mil pela manutenção ilegal dos pássaros silvestres em cativeiro. Aos policiais, o acusado teria alegado que guardava a droga para consumo próprio. As armas foram aprendidas e apresentadas à Polícia Civil.


Já os canários foram levados a um médico veterinário, que realizaria uma avaliação clínica. Após o procedimento, os animais seriam soltos de volta à natureza.