O Brasil contemporâneo vive um clima de radicalismo e intolerância muito preocupante, pois o avanço do pensamento conservador, reacionário e de intolerância toma contornos inimagináveis que não víamos num passado não muito distante. A radicalização política, o inconformismo com os resultados das urnas, unificou e desmascarou aqueles que não respeitam os princípios básicos da democracia e do Estado Democrático de Direito. A junção da direita partidária capitaneada pelo PSDB juntamente com o maior e mais permissivo partido de direita do Brasil que é o vergonhoso monopólio da mídia, liderados pela Rede Globo e Folha de São Paulo, entre outros apêndices, tem produzido cenas e atos dignos dos fascistas mais radicalizados.
As pichações e as agressões da campanha covarde que o apresentador Jô Soares vem sofrendo são um sinal inconteste deste ambiente contaminado de preconceitos e ódio.
O simples ato de civilidade e educação que o apresentador Jô Soares teve com a presidenta Dilma Rousseff foi a senha para tamanha monstruosidade. Não é mais permitido exercer a civilidade na opinião desses inconformados que não têm voto suficiente para ganhar uma eleição. Independente dos acertos ou erros do governo não é plausível para o bem do Brasil o desrespeito institucional, afinal a Presidência da República, independente de quem exerça o mandato, é uma instituição da democracia. A campanha difamatória, as agressões, são atos de banditismo de delinquentes que devem ser punidos nos rigores da lei.
Outra personagem que vem sofrendo esse tipo de ataque vil é a atriz Marieta Severo que sofreu uma tentativa covarde de manipulação do apresentador Fausto Silva, mas com personalidade, caráter e dignidade, manteve sua posição. Aliás, esse é um dos jogos sujos do monopólio midiático do Brasil, que é tentar criar e induzir o povo a uma opinião única e, muitas das vezes, contrária ao interesse pátrio. Vale lembrar que esses agressores, bandidos, delinquentes democráticos, pregam a intolerância e a intervenção militar. São indignos de conviver com as diferenças, com o contraditório, com as liberdades individuais. Esse é o Brasil que eles querem, um país de intolerância, de arbitrariedade, de incivilidade. Afinal, chegará um dia que não teremos mais para quem reclamar ou para nos socorrer.