08 de julho de 2026
Internacional

800 milhões ainda sofrem com fome e pobreza

Reuters
| Tempo de leitura: 2 min

Cerca de 800 milhões de pessoas ainda vivem na pobreza e sofrem com a fome, apesar de as Metas de Desenvolvimento do Milênio da ONU serem a iniciativa contra a pobreza mais bem-sucedida da história, informou a Organização das Nações Unidas (ONU) nesta segunda-feira.

 

O número de pessoas que vivem na pobreza extrema, com menos de 1,25 dólar por dia, diminuiu mais da metade –de 1,9 bilhão para 836 milhões em 1990-, afirmou a ONU em um relatório que analisou oito objetivos de desenvolvimento estabelecidos na Declaração do Milênio em 2000.

 

 Marcello Casal Jr./ABr

Porto Príncipe (Haiti): o símbolo da miséria no Haiti é um biscoito feito de barro, água e manteiga. Batizado de “Té”, a receita serve para tapear a fome. Mulheres desesperadas coletam restos de construção e misturam com água e manteiga em tinas de plástico e metal velhas e sujas.

“Depois de avanços profundos e consistentes, agora sabemos que a pobreza extrema pode ser erradicada dentro de mais uma geração”, afirmou o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, em comunicado. “As metas contribuíram enormemente para este progresso e nos ensinaram como governos, empresas e a sociedade civil podem trabalhar juntos para obter avanços transformadores”.

 

Mas o progresso tem sido desigual em diferentes regiões e países, segundo a ONU, e a nova pauta de desenvolvimento sustentável deveria se concentrar nas desigualdades para melhorar as vidas das pessoas mais pobres e vulneráveis.

 

Os líderes mundiais devem adotar uma série de novos objetivos de desenvolvimento –conhecidos como metas de desenvolvimento sustentável– em uma cúpula da ONU em setembro. As novas metas almejam erradicar a pobreza extrema até 2030.

 

Os conflitos, que em 2014 deixaram quase 60 milhões de desabrigados em países como Síria, Iraque, República Centro-Africana, Nigéria e Paquistão, continuam sendo a maior ameaça ao desenvolvimento humano, e os Estados frágeis e afetados por conflitos têm as maiores taxas de pobreza, alertou a ONU.