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Malavolta Jr. |
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O piloto Liosimar Ribeiro da Silva, de Presidente Prudente, foi um dos participantes que se apresentaram na tarde de ontem |
Nem mesmo o tempo chuvoso conseguiu atrapalhar a performance dos cerca de 20 competidores que participam até hoje da 3ª etapa do Campeonato do Interior Paulista de Aeromodelismo (Cipa), na modalidade Voo Circular Controlado (VCC). As provas são realizadas na pista ao lado do estádio Luís Edmundo Coube, no Jardim Araruna, com portões abertos. Além da troca de experiências, os organizadores buscam fortalecer o esporte.
Esta etapa conta com competidores de Bauru, Marília, Presidente Prudente, Americana e São Paulo. Paulo Henrique Rocha Palhares, membro da diretoria da Associação Bauruense de Aeromodelismo (ABA-VCC), diz que a competição é informal, organizada por um grupo de amigos apaixonados por aeromodelismo.
Por ano são realizadas seis etapas, com média de 30 a 35 participantes. “A gente se reúne em várias cidades do Interior de São Paulo”, conta. “É um esporte que te ajuda muito, você faz amizades, tem noção de Ciências Exatas. O aeromodelo é o protótipo de um avião de verdade. Ele tem motor, tanque e comandos que você utiliza”.
Segundo ele, o aeromodelismo é um esporte democrático, aberto a pessoas de todas as idades, profissões e classes sociais. “Nós temos pessoas de 8 a 70 anos”, afirma. “Para começar com o aeromodelismo VCC hoje, com uma média de R$ 800,00, você já pode comprar um avião menor”.
A modalidade
De acordo com Palhares, a modalidade VCC utiliza aviões presos a cabos de aço de 19 metros, ligados a manete, que fica com o aeromodelista e por onde são transmitidos os comandos. “O avião chega a ter mais ou menos 1,8 kg de peso e pode chegar até a 130 quilômetros por hora”, revela. Em cada etapa, o competidor tem direito a dois voos.
Ele ressalta que o VCC possui as categorias iniciante, intermediário, mini FAI e FAI, onde o número de acrobacias varia de seis a 16, incluindo decolagem e pouso. “O que o juiz vai julgar é a perfeição de cada manobra”.
Referência
Segundo ele, Bauru tem se tornado referência em aeromodelismo. “Nós conseguimos essa pista com a prefeitura em 2011. Existe todo um trabalho que estamos desenvolvendo para inserir Bauru como um dos polos de aeromodelismo. E estamos conseguindo. Nós estamos com uma das melhores infraestruturas do Interior”.
Competição descobre talentos
Mesmo não sendo oficial, o Cipa, que reúne mais de 80 provas ao longo de 16 anos, vem ajudando a revelar talentos. De suas provas, já surgiram competidores que representam o Brasil internacionalmente, como Rogério Alvares, de Americana, Osni Renato Bukler, de Botucatu, e Tales Glauco Pereira de Freitas, de Bauru.
As provas da etapa Bauru recomeçam hoje, às 10h, com previsão de término às 16h. Na sequência, haverá entrega de troféus e medalhas para os três primeiros colocados. Além do VCC, estão previstas demonstrações da modalidade Combate, em que são colocadas fitas de papel crepom no avião e um segundo aeromodelo vai “comendo” a fita do adversário com a hélice.
De ‘tonto’ a ‘besta’
De acordo com Paulo Henrique Palhares, quem começa a praticar o aeromodelismo VCC tem que passar por período de adaptação para se acostumar às manobras em círculo. “Quando você começa, existem técnicas para não enjoar. Eu costumo falar que, no começo, você fica tonto. Aí, pega paixão pelo esporte e fica besta para o resto da vida”, brinca. “O avião tem um motor a explosão e atinge certa velocidade. É preciso usar equipamentos de segurança”.