O primeiro-ministro da Grécia, Alexis Tsipras, defendeu nessa terça-feira (14) o acordo de resgate fechado na cúpula da zona do euro dizendo que o “acordo ruim” foi o melhor disponível dadas as circunstâncias.
“Estou assumindo completamente minhas responsabilidades, por erros e omissões, e pela responsabilidade de assinar um texto no qual eu não acredito, mas que eu sou obrigado a implementar”, disse Tsipras em entrevista à televisão pública.
Em uma entrevista de uma hora que misturou uma defesa de sua abrupta mudança de curso sobre o acordo de resgate com farpas direcionadas aos parceiros europeus, Tsipras disse que tinha lutado uma batalha para não cortar salários e benefícios previdenciários.
Ele acrescentou que o ajuste fiscal acertado no acordo era mais leve do que os ajustes do passado e que a Grécia precisa se manter firme no ajuste fiscal que o acordo prevê.
Tsipras também afirmou que apesar de alguns países terem resistido em dar novos recursos à Grécia, eles cederam no final.