O melhor e único remédio para tentarmos diminuir a incidência de casos de dengue chama-se p-r-e-v-e-n-ç-ã-o, o que já foi tema de reportagem desse jornal bem recente, citando duas cidades nanicas, de nome Timburi e Torre de Pedra, que não registram nenhum caso de dengue. E vejam que os prefeitos dessas cidades não são ambientalistas, ao que pareceu, e tampouco seus secretários de saúde são médicos (a confirmar) e estas cidades também não possuem 17 ou 22 vereadores nas respectivas câmaras.
Bem aqui em Bauru, em 2011 tivemos 6 óbitos vítimas do aedes. Em 2013 foram 7.742 casos de dengues confirmados e pelo jeito as ações preventivas foram pífias e em 2015 já temos 5 óbitos e mais de 7 mil casos de dengues e a perspectiva, segundo o secretário de Saúde Fernando Monti deveremos bater todos os recordes anteriores a 2015. Quantas mortes mais teremos? Quantos casos mais precisam ser confirmados para o município, adotar outras medidas preventivas? E essa ineficiência até quando aturaremos?
Entra ano e sai ano e ficamos nesse rola enrola e a dengue avançando. E olhem o que nos espreita: febre chikungunya e o zika vírus, com essa ‘zika’ de administração e fiscalização (vereadores). Tá claro em HD que falta trabalho de prevenção. Então, esse bauruense adotivo colocou seus neurônios e a massa cinzenta do cérebro para trabalhar e surgiu essa sugestão que é uma pérola e ainda por cima de grátis para a cidade que me acolheu e me deu muitas coisas. Anote aí, prefeito Rodrigo, secretários, vereadores da arca encantada.
A sugestão é simples, barata e eficiente. Aproveitem que não é todo dia que cai um raio desse quilate na cidade, então vamos à sugestão: cria-se 1 (hum) ou vários ecopontos da dengue para receber todos objetos que sirvam de criadouros do mosquito como pneus, latas, garrafas, enfim, tudo que possa estar espalhado pelos muitos terrenos baldios da cidade, focos do criadouro do aedes aegypti, transmissor da dengue, chikungunya e zika vírus. Vamos aproveitar mão de obra barata e abundante que são os catadores de recicláveis que perambulam por toda a cidade e, se bem orientados e remunerados, juntariam esses objetos focos de criadouros do mosquito malvado e levariam aos ecopontos da dengue recebendo, digamos, de R$ 0,50 a R$ 10, dependendo do objeto encontrado.
Exemplo: por um pneu velho que é um dos materias mais perigosos paga-se R$10 cada e assim seriam estipulados valores dependendo do objeto e se o mesmo tiver com larvas da dengue também se pagaria R$ 10 a cada um. Todos os objetos recebidos seriam pagos nos ecopontos da dengue, avaliados pelo um técnico da Secretaria da Saúde. Assim estaríamos ajudando pessoas carentes a melhorar a sua renda familiar trabalhando para o bem da sua comunidade. Os objetos focos de dengue seriam colocados por eles dependendo do tamanho em sacolas plásticas amarrando as bocas evitando assim que futuras larvas se transformem em mosquitos.
Com certeza uma verdadeira varredura seria feita na cidade à caça dos objetos focos. Com toda certeza os comerciantes da área central contribuiriam com a ação, pois os meliantes que vivem de roubos no centro iriam se interessar em sair a procura desses objetos focos para conseguir dinheiro para comer no Bom Prato todos os dias. Tenho absoluta certeza que essa minha pérola pode ainda ser aproveitada pela Secretaria Estadual da Saúde, Sucem, para ser implantada em todos os grandes municípios que, como Bauru, estão enfrentando evolução de casos de dengue e quem sabe não seria esse o caminho até para uma possível erradicação da dengue se somada a outras ações que já são utilizadas e outras que possam surgir.
Quem sabe esse leigo não esteja ensinando aos magistrados incompetentes da nação uma excelente sugestão. Por favor, meu irmão, me ajude na divulgação meu obrigadão. Envie ao seu vereador, deputado, senador para conhecimento. Divulguem na internet. Mandem-me um e-mail que envio uma cópia para retransmissão. Vamos fazer mais essa pérola bauruense brilhar. Não quero alarde, homenagens, titulo de cidadão, nem nada. Como já disse, isso eu fiz de grátis e também porque estou com medo danado dessa dengue que mata a gente.