86 anos e a vitalidade continua naquele que sempre se colocou à disposição para tentar resolver os problemas dos moradores de Bauru. Mas meu pai encontrou na Emdurb, mais precisamente no transporte coletivo, uma pedra imensa nos sapatos dos usuários do transporte municipal.
E sempre ativo, providenciou um abaixo-assinado com mais de mil assinaturas, sim mais de 1000 assinaturas. Para que os ônibus que antes passavam pelo Poupatempo e, agora, estão virando a Ezequiel Ramos e pegando a Nações Unidas, voltassem a seu itinerário que melhor atende os anseios da população.
Mas, foi lhe explicado que há riscos de atropelamentos, que os ônibus não conseguem virar a rua Araújo leite para a rua Inconfidência (depois de 50 anos descobriram que a curvatura, o eixo etc, etc, não permitem a manobra), que os usuários do shoping têm que ser favorecidos, blá, blá... Não contente, procurou nobres vereadores “que utilizam muito o transporte coletivo, então, prontamente resolveram a situação”... (mentirinha)... Vamos ser realistas: “mentira”.
Mas como um senhor de 86 anos não se deixa abater, foi in loco fazer uma pesquisa e descobriu que:
Gaivota/Araruna - Sabiá/Higienópolis - Tangarás e com certeza muitos outros coletivos estão percorrendo muitas, mas muitas quadras a mais por dia sem qualquer utilidade.
Só um exemplo: o Tangarás desce a rua Monsenhor Claro, vai até a praça Machado de Melo, fica uns minutos parado e os usuários sentados, no ar condicionado, sendo lhes servido sucos e outras guloseimas (outra mentirinha).
Que pelo valor da passagem deveria ser verdade, mas, infelizmente, ficam em ônibus lotados, sem qualquer conforto, somente para quê? Eu imagino e os caros leitores, também.
Antes descia a Monsenhor Claro, já virava na av. Rodrigues Alves sem qualquer problema (imagino ser o problema do tal eixo, a curvatura).
Como meu “velho” e sábio pai diz: políticos não andam de ônibus e para a Emdurb só interessa as empresas de transporte público... Só nos resta, então, desabafar aqui na Tribuna do Leitor.
Ou melhor: nós usuários fazermos greve: carona amiga, bicicleta, etc. Um dia sem pagar transporte, quem sabe, e a Emdurb acorda e reconhece que aqui é Bauru e não a capital do Estado. Porque R$ 3,50 uma passagem de ônibus em Bauru, no mínimo, é um assalto.