07 de julho de 2026
Leonardo de Brito

Em Confiança

Leonardo de Brito
| Tempo de leitura: 3 min

LIBERTADORES É DELES

O Tigres jogou com inteligência, não deixou o Internacional respirar e mereceu a vaga na final da Libertadores. Os brasileiros não fizeram o resultado ideal no jogo em Porto Alegre, e não souberam fugir da marcação pressão que os mexicanos impuseram no meio-campo em Monterrey. Mas são apenas detalhes porque o Colorado não jogou mal na derrota de anteontem. O Tigres é que foi bem melhor e merecia golear, como lembrou o ex-colorado Rafael Sóbis. Esta é a terceira vez da história que um clube mexicano chega à decisão da competição continental, agora contra o River Plate, que eliminou o paraguaio Guaraní na outra semifinal. O jogo de ida acontece em Monterrey e a volta em Buenos Aires. Enquanto o Tigres busca título inédito, o River tenta ser campeão pela terceira vez, pois ergueu a taça em 1986 e 1996. Na verdade, a Libertadores é dos gringos. Oito times argentinos ganharam 23 títulos, 7 deles com o Independiente e 6 com o Boca Juniors. O uruguaio Peñarol foi campeão 5 vezes, e ganhou a primeira edição, em 1960. A última foi conquistada pelo San Lorenzo, em 2014.


DEVER DE CASA

Se o Sport é quase imbatível no Recife, o Santos não deixa por menos na Vila Belmiro. O bom e movimentado jogo teve uma noite de rara inspiração da prata da casa Gabriel. Além de balançar as redes duas vezes, Gabigol infernizou a defesa pernambucana, que desta vez não foi bem, principalmente o capitão Durval. O Peixe avança e o Leão sai da Copa do Brasil. Mas não deve estar se lamentando, já que poupou Samuel Xavier, Matheus Ferraz e Wendell no jogo de anteontem.


OBRIGAÇÃO

Noroeste tem boa chance de assumir a vice-liderança isolada do grupo 1 da Bezinha. Basta vencer o Bandeirante e contar com tropeço do Assisense contra o líder Grêmio Prudente, amanhã, no Prudentão. Mesmo desfalcado e jogando em Birigui, o Norusca tem a obrigação de vencer esta tarde.


INCÓGNITA

O Flamengo contratou Ederson para ser o novo camisa 10 e encarnar o papel de liderança que era exercido por Zico. Será? No Nice, Lyon e Lazio, Ederson não deixou saudades.


IMPEDIMENTO

O leitor Robelio Santini, de Pirajuí, faz campanha pelo fim do impedimento, e quer minha opinião. Caro amigo, sou a favor do impedimento, o ‘cemitério’ do árbitro, porque se ele acabar, o esporte mais popular do mundo perde ainda mais a graça. O gostoso do futebol é a polêmica. Sou contra mudança na regra, não gosto nem da parada técnica. Daqui a pouco vão querer cobrança do arremesso lateral com o pé, substituição de 11 jogadores e o escambau. O futebol é paixão do jeito que está.


MEMÓRIA

Paulistão de 1990: Noroeste 1 x 0 Palmeiras, em Bauru, gol de Juliano. Árbitro: Renato Marsiglia. Público: 8 mil. Noroeste: Rubens; Marcos Coco, Juliano, Modesto e Dinho; Catanoce, Cardim (Lela) e Chicão; André, Pato e Marquinhos Yamamoto. Técnico: Norberto Lopes. Palmeiras: Velloso; Edson, Toninho Cecílio, Marco Antônio e Abelardo (Roger); Elzo, Betinho e João Paulo (Buião); Careca, Mirandinha e Paulinho Carioca. Técnico: Jair Pereira.


CURIOSIDADE

Ainda em 1990, no dia 16 de janeiro, Toninho Guerreiro morreu em São Paulo, aos 48 anos, na véspera de Noroeste 1 x 0 Palmeiras. Revelado pelo Norusca em 1960, o saudoso Toninho é até hoje o único jogador pentacampeão paulista – tri pelo Santos (1967, 68 e 69) e bi pelo São Paulo, em 1970 e 71. O atacante bauruense só não foi convocado para defender o Brasil na Copa do Mundo do México-70, porque os médicos acharam que ele era míope. Um pretexto, porque o então chefe do governo, general Emílio Médici, era fã de Dario, o Dadá Maravilha.


AQUELE ABRAÇO

Aquele abraço padre Luiz Antônio Ricci – são-paulino.